Rali Dakar pode regressar a África

  • Redação Autoportal
Dakar 2018 (Reuters)
Dakar 2018 (Reuters)

Depois da saída de cena do Chile, Bolívia e  Argentina e da organização do Dakar ter anunciado que a edição 2019 da prova apenas terá lugar no Peru, a Amaury Sport Organisation (ASO), entidade organizadora do Dakar veio agora admitir que a prova pode regressar ao continente africano muito em breve.

O regresso a África do Dakar parecia uma utopia nos últimos 10 anos, desde que em 2008 a prova que deveria levar os pilotos de Lisboa a Dakar em 15 etapas que teriam passagem por Portugal, Espanha, Marrocos, Mauritânia e Senegal foi cancelada devido à situação politica e instabilidade provocada por um grupo terrorista .

Após o cancelamento de 2008, a prova rumou à América do Sul onde assentou arraiais em 2009, De lá para cá a vida da ASO para desenhar o trajecto da prova anualmente não tem sido fácil e este ano a entidade organizadora da prova foi mesmo  obrigada a retroceder no trajeto que tinha previsto para a 41.ª edição a prova que arranca em janeiro de 2019, depois do Chile, Bolívia e Argentina terem negado a sua participação na prova e por isso foi obrigada a adiar a abertura das inscrições.

Tendo em conta a situação, Etienne Lavigne e a equipa da ASO começaram já a conversar com alguns governos africanos sobre o possível regresso a casa do Dakar.

Em entrevista ao «Motosport.com», Lavigne deixou claro que “é uma necessidade começar a pensar noutros locais, porque não podemos manter esta situação de sofrer por decisões que não controlamos. Começamos há vários meses um trabalho de contactos com países como a Argélia, Angola e Namíbia. Fizemos varias viagens à Argélia para reuniões com responsáveis políticos e existe vontade para que a prova volte a ser realizada em África”, revelou Lavigne.

O responsável pela ASO lembrou ainda que “não podemos permitir esta situação que vivemos, porque o Dakar é o maior rali do Mundo e o mais importante a todos os níveis. Por isso é preciso planear o futuro porque temos responsabilidade, não apenas com o negocio da ASO, mas sim com todas as equipas e pilotos que esperam todos os anos ter um Dakar interessante. Por isso temos de pensar noutros outros países para as próximas edições”.

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