Rali de Portugal: Ogier à procura de um recorde num país especial

  • Redação Autoportal
Sébastien Ogier em Monte Carlo
Sébastien Ogier em Monte Carlo.

Jaanus Ree/Red Bull Content Pool

O francês Sébastien Ogier (Ford Fiesta R5) admitiu esta quarta-feira que gostaria de vencer o Rali de Portugal pela sexta vez e isolar-se no topo da lista de pilotos com mais triunfos na prova, considerando que tem poucas hipóteses de o fazer este ano.

“Independentemente do que acontecer agora, Portugal vai ser sempre um sítio especial para mim. Claro que gostava de conquistar outra vitória, isso é inquestionável, mas preferia não falar disso agora, porque vai ser um fim de semana muito desafiante”, afirmou Ogier citado pela agência Lusa, na véspera do arranque da sexta prova do Mundial de ralis.

O francês, que conta as mesmas cinco vitórias do finlandês Markku Alén, chega à 52.ª edição do Rali de Portugal na liderança do Mundial, com 100 pontos, mais 10 do que o belga Thierry Neuville (Hyundai i20) e mais 28 do que o estónio Ott Tänak (Toyota Yaris).

“O campeonato é sempre o mais importante, mas a verdade é que para o ganhar temos de conseguir o máximo de pontos em todos os ralis, o que significa que tenho de dar o meu melhor em todas as provas. Às vezes, temos de ser racionais quando não temos hipóteses e não arriscar, porque aí estamos mais perto dos acidentes, e isso é uma abordagem estúpida para quem quer ser campeão. Não é a minha abordagem”, explicou o francês.

Apesar dos triunfos em 2010, 2011, 2013, 2014 e 2017, o líder do Mundial de ralis, que já venceu este ano em Monte Carlo, no México e em França, minimizou as suas possibilidades de triunfo, por partir na frente, na sexta-feira, e devido ao estado dos troços.

“Acredito que as minhas hipóteses de vencer são muito pequenas, não tanto pelo que aconteceu na Argentina, mas porque o terreno vai estar muito seco e começar em primeiro é sempre uma grande dificuldade, mas também com a competitividade do campeonato, com muitos pilotos rápidos, vai ser difícil não perder tempo na sexta-feira, por isso, prefiro não falar de uma vitória, mas apenas de dar o meu melhor e ver o que acontece”, rematou.

Depois do segundo lugar em 2017, a 15,6 segundos de Ogier, Thierry Neuville reconheceu estar em boa posição para arriscar na condução, por se sentir confortável no i20, mas alargou o lote de candidatos à vitória, igualmente devido à posição de partida.

“Não sei, para ser honesto, vai depender da posição de quem ‘limpa’ a estrada, ser segundo, atrás do Ogier e à frente do Ott, penso que vamos ceder, quanto não sei, mas devem aparecer o Hayden Paddon, o Kris Meeke ou o Jari-Mati Latvala, que também podem ganhar o rali. Se conseguir uma boa posição na sexta-feira, até ao quinto lugar, no sábado posso ter melhor aderência e andar mais rápido. É sempre o mesmo objetivo”, sublinhou o belga, vencedor do Rali da Suécia.

Tänak desvalorizou a importância do seu desempenho na Argentina, onde venceu, preferindo salientar o salto que deu na classificação de pilotos: “Foi bom ter estado competitivo no México e melhorado na Córsega e na Argentina, deu-me uma boa posição e a motivação que é precisa para lutar pelo campeonato e agora tenho de continuar a forçar”.

“Estamos numa boa posição na estrada, comparativamente com o Ogier e Thierry, mas pior relativamente a outros que vêm atrás, que já vão ter a estrada mais limpa, que é importante neste rali. Tenho de tentar ser mais rápido do que o Sebastien e Thierry, pelo menos, e conseguir a melhor posição possível no primeiro dia para entrar na luta no sábado”, frisou o estónio.

Já o britânico Kris Meeke (Citroën), sexto no Mundial com 63 pontos, recordou os erros cometidos no ano passado para justificar a sua ambição.

“Vamos tentar o nosso melhor, já venci este rali, no ano passado liderava no primeiro dia, mas cometi um erro em Ponte de Lima, e no segundo dia o carro não esteve tão bem. Fizemos algumas melhorias no carro e espero que resulte no fim de semana. Os troços são praticamente os mesmos, toda a gente tem o conhecimento, e eu vou, como sempre, tentar ganhar”, rematou o vencedor do Rali de Portugal em 2016.

A 52.ª edição do Rali de Portugal arranca quinta-feira com a superespecial de 3,36 quilómetros na pista de ralicrosse de Lousada, a partir das 19:03.

A prova vai ter um total de 358,19 quilómetros cronometrados, divididos por 20 classificativas.

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