Ecclestone: “Liberty não quer que eu vá às corridas”

Chase Carey, Vladimir Putin e Bernie Ecclestone
Chase Carey, Vladimir Putin e Bernie Ecclestone

A cisão entre Bernie Ecclestone e a Liberty Media já teve um ponto final, mas de vez em quando voltam a aparecer algumas reticências... A cisão entre o antigo patrão da Fórmula 1 não estará ainda na forma como os novos donos da competição quererão e o britânico afirmou que a Liberty não o quer nas corridas.

Desde a sua saída dos comandos da F1, Ecclestone não tem sido presença muito frequente nos grandes prémios; o último em que esteve foi o GP da Áustria, em julho, e regressará aos circuitos no Brasil, em novembro.

Mas o britânico afirmou que os homens da Liberty para a F1 querem que se afaste revelando a em entrevista a0o «Daily Mail» posição do diretor geral do Formula One Group (FOG): “O Chase [Carey] enviou uma mensagem a uma das raparigas no escritório para me dizer que eles não têm tantos escritórios nos circuitos – apenas os que o promotor da corrida lhes dá.”

“Eles são três [Carey, Sean Bratches (diretor comercial) e Ross Brawn (diretor técnico)] e assim os três escritórios estão a ser ocupados. Por isso, basicamente eles não querem que eu vá às corridas”, expressou Ecclestone. “Teria sido igualmente fácil dizer-me isso a mim. De qualquer forma, obriguei-os”, assumiu.

O britânico de 86 anos quer “esperar para ver” antes de fazer apreciações de longo prazo sobre o trabalho do FOG, mas já manifesta opinião sobre o presente: “Que eu possa ver, ainda não fizeram nada.”

“Eles disseram que não iriam falar, que iriam agir. Eles diziam que eu falava antes de fazer alguma coisa. Eu não falava. Eu fazia as coisas calmamente. Eles só falam. Eles disseram que queriam seis corridas na América, por exemplo”, acrescentou.

Ecclestone centrou a sua análise em Carey para dizer que o diretor executivo da F1 “tinha ideias preconcebidas sobre o que era preciso fazer”. “Mas agora que está ao leme não é assim tão fácil como ele pensava. Por isso, sinto pena dele”, assumiu o empresário inglês, que está a pensar mudar-se para a Suíça.

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