André Villas-Boas sobre o Dakar: "Vai ser difícil todos os dias"

Villas-Boas troca futebol pelo rali Dakar
Villas-Boas troca futebol pelo rali Dakar. Foto RedBull

Referência no futebol a nível internacional, André Villas-Boas não é de todo um estranho dentro das quatro linhas. O percurso do treinador no desporto rei em Portugal, Inglaterra, Rússia e China não deixam margem para dúvidas que o comando técnico de uma equipa de futebol, é o seu ponto forte.

Ora, o que muitos desconhecem é a paixão que Villas-Boas tem pelo desporto motorizado, mais precisamente o todo o terreno. Decidido em embarcar na aventura e pronto para demonstrar as capacidades ao volante, o treinador de quatro anos “atirou-se de cabeça” para a mais dura prova do mundo: o rali Dakar.

Esta paixão não surge do nada, está na verdade no sangue do técnico português. O tio Pedro competiu no Dakar em 1982, 1984 e 1985, enquanto navegador. O sobrinho decidiu seguir as pisadas, mas no comando de um Toyota Hilux, acompanhado por Ruben Faria.

O desafio é grande e o nível de exigência elevado, mas tal não intimida Villas-Boas que se mantém, porém, ciente da magnitude da tarefa que tem pela frente. O objetivo é simples: terminar a corrida.

"Preciso apenas de vivê-lo diariamente", frisou em declarações ao site da Red Bull, "e vai ser difícil todos os dias. Precisamos superar os obstáculos passo a passo ", esclareceu.

Ambição não falta ao técnico português que inicialmente quis competir no Dakar em moto. Foi dissuadido, pois a experiência em duas rodas é muito mais exigente, ainda por cima para um estreante na prova rainha do todo o terreno.

Independentemente da forma como iria competir, Villas-Boas estava decidido em participar no rali e pôs as mãos na massa logo que deixou o comando técnico do Shangai SIPG.

"Só tinha um mês para me preparar depois de deixar o clube, por isso comecei o programa físico", explicou. "Depois aluguei uma tenda hipóxica (simula nível de oxigénio em altitude). Nunca sabemos como o corpo vai reagir até estarmos realmente no carro e sermos submetidos todos os dias às dificuldades que o Dakar apresente, como conduzir a uma altitude quase 5000 metros”, revelou.

Villas-Boas terá a preciosa ajuda do experiente Ruben Faria que assume pela primeira vez o papel de navegador.

"Estou muito grato por ele ter aceite este meu humilde projeto. Sobretudo sendo ele um piloto com o seu nível de experiência e qualidade, vencedor”, sublinhou. "O mais importante [para ele] é dar conselhos sobre o trajeto. Estou acostumado a concentrar-me no que me rodeia, mas ele estará muito mais à frente. Isso é muito importante e toda a sua contribuição será importante para alcançar o nosso objetivo ", garantiu.

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