Carmen Jordá volta a desaconselhar a F1... para as mulheres

  • Redação Autoportal
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Carmen Jordá
Carmen Jordá

Carmen Jordá viu-se envolvida numa polémica de contestação quando foi nomeada pela FIA para integrar a Comissão das Mulheres no Desporto Motorizado quando defendeu que o sexo feminino deveria ter o seu próprio campeonato de Fórmula 1 por não conseguir competir em igualdade com os pilotos homens.

Ora, a espanhola voltou a desaconselhar as mulheres de competirem na Fórmula 1 dominada pelos pilotos masculinos devido ao “problema físico” que os diferencia e aconselhou, ao invés, as pilotos femininas a optarem pela Fórmula E.

Jordá concordou que o Mundial de monolugares elétricos será mais fácil para as mulheres entrarem nos campeonatos: “Acho que sim. Eu acho que é um carro menos físico que o da Fórmula 1 por causa da pressão aerodinâmica e também pela direção hidráulica. Por isso, seguramente”.

"O desafio que nós mulheres temos na Fórmula 2 e na Fórmula 1 é um problema físico. E acho que na Fórmula E não teremos isso”, afirmou a espanhola citada pelo «Motorsport.com».

Jordá diz que não lhe cabe “decidir o que é bom ou não para as mulheres no desporto”, mas recorre à sua experiência: “Nos kartings, na Fórmula 3 e nos GT, acho que as mulheres são capazes de bons resultados. Mas na Fórmula 1 e na Fórmula 2 creio que exista uma barreira que é uma questão física.”

"Quando se chega à Fórmula 1, tem-se pressão aerodinâmica, tem-se direção hidráulica – não tanto na Fórmula 2 na verdade quanto na Fórmula 1. É por isso que eu acho que há um grande problema para as mulheres e é por isso que não há nenhuma nesses campeonatos", justificou Jordá.

A piloto espanhola frisa que se está a trabalhar para “envolver mais as mulheres no automobilismo” e, no sentido de “tornar o automobilismo acessível para as mulheres”, Jordá já se vê resultados: “Há mais mulheres envolvidas no karting, mas também em outros pontos, como a engenharia."

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