F1: Christian Horner defende administração do grupo Liberty

Andy Palmer e Christian Horner
Andy Palmer e Christian Horner

Christian Horner é apoiante da administração da Fórmula 1 pelo grupo Liberty Media. O chefe de equipa da Red Bull faz um balanço positivo de 2017, ano de estreia do grupo na modalidade, embora compreenda as reações negativas por parte de algumas pessoas face a mudanças drásticas no campeonato.

“As pessoas não gostam de mudanças. O Bernie [Ecclestone] geriu o campeonato por tantos anos, de forma tremendamente bem-sucedida, mas é uma administração diferente, um estilo diferente, com objetivos diferentes”, garantiu Horner à revista americana Racer.

Objetivos que passam por reduzir gastos de forma a manter o equilíbrio entre equipas. Uma das medidas tomadas em consonância com a FIA passa por mudanças radicais no regulamento de motor proposto para 2021. Ferrari, Mercedes e Renault já manifestaram desagrado perante as propostas.

“Cada equipa tem de decidir se esses objetivos se encaixam nas suas visões enquanto equipa. A discordância é inevitável assim que começamos a falar de dinheiro. Há um pouco de agitação no momento, mas acho que tudo o que o grupo Liberty tem feito até agora tem sido positivo. E espero que continue assim”, desejou.

Quanto às expetativas da Red Bull para os próximos anos, Horner mostrou-se otimista.

“O interesse da Red Bull é contribuir para um ótimo espetáculo e permitir que as personalidades dos pilotos sejam visíveis. A F1 deve ser uma mistura de desporto e entretenimento em vez de um desafio tecnológico e de engenharia”, frisou.“Claro que a tecnologia tem o seu espaço, mas sempre que se justifique. Acho que esses valores são divididos de forma equilibrada pelo grupo Liberty”, concluiu.

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