F1: Marchionne deixa aviso à navegação

Sergio Marchionne com Paolo Gentiloni
Sergio Marchionne com Paolo Gentiloni

Sem papas na língua, Sergio Marchionne fez saber que a paciência tem limites através de vários avisos.

No tradicional jantar de Natal da Ferrari, o presidente da marca italiana deixou de lado o espírito festivo para deixar bem claro que está preparado para tirar o Cavallino Rampante da Fórmula 1 se os futuros regulamentos não corresponderem às expetativas.

"Algumas pessoas dizem que a nossa ameaça sobre os regulamentos de 2020/2021 é um bluff, mas eles estão a brincar com o fogo", atirou. "A situação mudou desde 2015. A partir desse momento, todos sabem que, se ameaçarmos fazer algo, faremos. Gostaria de continuar com a F1, mas temos de encontrar compromissos que não deixam a Ferrari sem a possibilidade de mostrar o ADN em todas as corridas. Se não acontecer, a Ferrari tem de ir embora. Se podemos retirar outras equipas? Temos que ver isso de um ponto de vista económico, mas acho que somos capazes de fazer isso”, avisou.

Marchionne sabe o que quer para a Ferrari e as exigências não são apenas direcionadas para o grupo Liberty Media. Os pilotos também não escaparam.

Vettel e Raikkonen visados

Para Sebastian Vettel, o presidente da Ferrari espera uma postura menos emotiva em 2018. Tudo para evitar situações de tensão como GP do Azerbaijão onde bateu propositadamente no monolugar de Lewis Hamilton (Mercedes).

“O Sebastian é um piloto que estuda muito, estuda a si próprio e é comprometido. Portanto, acho que veremos menos o seu lado emotivo”, disse o presidente da Ferrari. “Acho que ele já aprendeu o suficiente. Além disso, houve muitas oportunidades para se irritar, já que teve algumas temporadas difíceis”, frisou.

A situação de Kimi Raikkonen é mais…delicada. O piloto finlandês já tem 38 anos e não conseguiu ganhar uma corrida em quatro temporadas.

Embora tenha mais um ano de contrato com a Ferrari, Marchionne afirmou que ‘’Iceman” tem de ter bons resultados para garantir um lugar em 2019.

"Quando as coisas correm bem, é um prazer vê-lo conduzir. Tem uma frieza incrível. Caso contrário, noutros momentos parece que está a fazer uma pausa”, disse."Ele precisa de mais consistência em termos de desempenho, mas é importante encontrar a chave certa para fazê-lo pilotar como faz no GP do Mónaco. Provavelmente esta é a última temporada para encontrar a chave certa. Seria uma pena se ele deixasse a F1 sem mostrar o verdadeiro potencial”, assumiu.

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