Felipe Massa: "Algumas vezes na F1 não é o talento que conta"

Felipe Massa e Lance Stroll
Felipe Massa e Lance Stroll

O "caldo entornou" na Williams. Felipe Massa não olha com bons olhos para a possibilidade de Robert Kubica ocupar o seu lugar na Williams em 2018 e deixou o aviso.

“Antes de mais, não tenho ideia de como ele está ao nível da condução”, garantiu em entrevista exclusiva à GP Gazette. "Sinceramente, não consigo fazer o que ele faz, pilotar só com uma só mão.”

À primeira vista, o comentário de Massa parece ter uma conotação...jocosa. Mas o piloto brasileiro fala 'a sério' quando faz referência ao estado físico do croata que tem a mão direita seriamente debilitada depois do acidente grave sofrido no Rali Ronde di Andora em 2011.

“É impossível para mim acreditar que ele não irá sofrer em algumas corridas com este carro, que é fisicamente mais exigente. Respeito o que ele faz, e o que ele faz é incrível. Mas é impossível acreditar que não terá alguns problemas”, frisou.

O futuro da equipa Williams ainda é uma incógnita, mas a silly season  parece já ter começado na modalidade que, na verdade, vive de rumores. Rumores colocam Lance Stroll na porta de saída da equipa para dar lugar a Paul Di Resta, piloto de reserva da Williams.

Ora, Massa não considera Di Resta uma boa escolha, remetendo as suas convicções para o passado do escocês no DTM. Di Resta terminou em 15º, oitavo, quinto e 11º nas quatro temporadas que fez na modalidade desde que perdeu sua vaga na Force India, em 2013.

“Não acredito que seja o piloto certo, para desenvolver o carro, mostrar resultados e coisas do tipo”, disse Massa. “Além disso, não acho que esteja a fazer um ótimo trabalho no DTM. De qualquer forma, não estou aqui para reclamar ou dizer algo, é apenas minha opinião.”

Sem papas na língua, Massa deixa alguns apontamentos à equipa. Contudo, reconhece que não consegue influenciar a decisão da equipa em relação ao futuro.

“Estou confiante que as pessoas saibam o que é melhor para a equipa", assumiu.“Como já disse, algumas vezes na Fórmula 1 não é o talento que conta. Às vezes tem de haver outras coisas por aí, e é infelizmente parte da F1 para algumas equipas.”

Talento VS marketing promete ser uma eterna luta na prova rainha da velocidade.Bernie Ecclestone, ex-patrão da Fórmula 1 já assumiu que o regresso Kubica seria um bom golpe publicitário. 

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