Robert Kubica convocado para três treinos livres

Robert Kubica
Robert Kubica

De volta ao espetáculo da Fórmula 1, ainda que como piloto de reserva e desenvolvimento da Williams, Robert Kubica está ansioso por começar a temporada 2018.

Apesar de não assumir o papel de titular na equipa britânica, o polaco não terá descanso. Na agenda figuram três treinos livres (Espanha e Áustria confirmados), além da pré-temporada em Barcelona.

“Farei alguns testes de pré-temporada e durante a temporada. Era importante ter a oportunidade de pilotar”, explicou o veterano durante a apresentação do novo monolugar da Williams, o FW-41. “O simulador tem um papel importante, mas já que sou parte deste projeto, é importante construir uma ligação entre essa ferramenta e o mundo real”, frisou.

Depois da saída de Felipe Massa, Kubica ainda concorreu à vaga…sem sucesso. A Williams optou pelo jovem russo Sergey Sirotkin como companheiro de equipa de Lance Stroll.

Apesar da qualidade, a dupla (a mais jovem e inexperiente da grelha de 2018) irá precisar de orientação do veterano. Kubica tem noção disso, mas assume que não irá intervir a não ser que seja requisitado.

“Com certeza tentarei ajudar, mas nunca estarei em posição de ensiná-los, a menos que eles achem que eu possa ajudá-los”, assegurou. “O mais importante é ajudar a equipa, caso contrário eu não estaria aqui”, frisou.

Um piloto resiliente

Kubica recusa o papel de vítima, outrora não insistiria no automobilismo. O acidente no rali Rode di Andorra, em 2011, provocou danos permanentes na mão direita (correu o risco de amputação), mas fica no passado do piloto que olha para o futuro com otimismo.

“Muito se falou sobre isso no ano passado.Fui avaliando por muitas pessoas, mas o único que entende as minhas limitações e necessidades sou eu próprio", defendeu. “Antes de tudo, tenho um papel a desempenhar este ano e tenho de garantir que consigo entregar e ajudar a equipa a alcançar as metas traçadas. Depois veremos o que o futuro trará", garantiu Kubica, relembrando o que conseguiu ultrapassar.

 

"Preferia aqui estar enquanto piloto titular, mas se olharmos por uma perspectiva diferente e ver onde eu estava há 12 meses, ninguém pensaria que estaria na posição de conduzir um F1. Estou mais convencido que nunca que sou capaz disso, mesmo que as limitações sejam bem grandes", atirou.

 

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