Toto Wolff: «Acabou o respeito, isto é guerra»

  • Luís Neves
Toto Wolff e Niki Lauda
Toto Wolff e Niki Lauda

Toto Wolff fala em “guerra” aberta no rescaldo da polémica que envolveu Sebastian Vettel e Lewis Hamilton no Grande Prémio do Azerbaijão.

O diretor da Mercedes F1 Team considera que “perdeu-se o respeito” na rivalidade entre os dois candidatos ao título na temporada de 2017. “A modalidade precisa da rivalidade. É o ingrediente de um grande campeonato”, começou por dizer.

“Eles são guerreiros, estão em guerra, a lutar por vitórias e pelo campeonato. De certo modo, os que lutam pelo título nesta fase da carreira não podem ser amigos. Possivelmente vimos os limites a esse respeito”, sublinhou.

O austríaco considera que a culpa é toda de Vettel e Hamilton apenas fez o que permite os regulamentos como líder da corrida, para abrandar quando o safety-car sai de pista. “O líder define o ritmo. Para ser mais específico, Lewis nem sequer pisou o travão. Neste momento, a coisa mais importante para mim é que nossos dados mostram que Lewis não fez nada de errado”, disse o chefe da Mercedes.

Wolff lamentou ainda que a ação de Vettel seja um mau exemplo para os jovens e crianças. “Temos que nos lembrar que milhões de pessoas estão a seguir a competição, incluindo muitos jovens pilotos. Vettel é um campeão e um modelo a seguir neste desporto. Não consigo entender o que aconteceu”, disse o austríaco, apontando que a penalização demasiado leve para Vettel abre um precedente perigoso para o futuro e marca o início das hostilidades.

Tudo aconteceu na volta 22, depois de Vettel embater na traseira do Mercedes de Hamilton, que liderava, quando seguiam atrás do safety-car, que se preparava para sair de pista. Vettel queixou-se que o inglês terá feito um “brake test”, e reagiu de forma brusca, acelerou, colocou-se ao lado do inglês e projetou o Ferrari em direção ao Mercedes.

“Não tenho dúvidas que ele me travou”, justificou-se Vettel. “Não tenho qualquer problema com o Lewis, respeito-o muito, mas acho que o que ele fez na pista não foi correto. Coloquei-me ao lado dele para levantar o braço e tivemos um pequeno contato. Estamos a competir como homens, mas não lhe mostrei o dedo ou qualquer outra coisa, só queria falar”, acrescentou o alemão.

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