MotoGP: Suzuki, Aprilia e KTM querem equipas satélite

Andrea Iannone surpreende em Valência
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Em 2018, a Honda terá seis motos na grelha de partida. São mais duas que a Yamaha e menos duas que a Ducati. Isto significa que a Suzuki, Aprilia e KTM ficarão em séria desvantagem numérica e, consequentemente, em inferioridade no que toca ao desenvolvimento das motos.

A vantagem numérica é traduzida em informação. Enquanto a Suzuki, Aprilia e KTM só podem comparar os dados de dois pilotos, as restantes equipas poderão fazê-lo com muitos mais.

As três últimas construtoras a chegar ao MotoGP já expressaram a vontade de adicionar equipas satélite. Contudo, tal não deverá acontecer até 2019 e por motivos diferentes.

"Gostaríamos de poder contar com uma equipa que nos ajude e nos apoie, mas este é um problema que por resolver pela própria construtora", reconheceu o chefe da equipe Suzuki, Davide Brivio. "Espero que possamos fazê-lo, mas é muito cedo para garantir. Nunca fornecemos motos”, assumiu.

"Se tivéssemos mais dois pilotos na pista, poderíamos obter mais informações e provavelmente também seria útil para o desenvolvimento. Este ano revelou que faltava uma equipe satélite", frisou.

Outro fator a considerar é o número de motos na MotoGP. A Dorna não pretende expandir as atuais 24 vagas.

"Primeiro depende do pretendido", disse Pit Beirer, diretor da KTM. "O plano é ter uma equipa satélite no futuro, mas estamos a aguardar e a trabalhar na equipa principal. Não temos uma decisão clara tomada neste momento", assegurou.

A Aprilia também foca as atenções no desenvolvimento da moto.

"Estamos concentramos no desenvolvimento técnico, embora a Aprilia esteja disposta a fornecer motos para uma equipe satélite no futuro. Isso traria coisas positivas e negativas para uma estrutura pequena como a nossa, já que há mais oportunidades de obter resultados com mais pilotos, mas o fornecimento das peças também se torna mais complicado", sublinhou Romano Albesiano, chefe do projeto MotoGP da Aprilia.

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