Viñales: “A Yamaha não me prometeu uma moto para lutar com Ducati satélites”

  • Redação Autoportal
Maverick Viñales (Lusa)
Maverick Viñales (Lusa)

Maverick Viñales garante não estar arrependido de ter ido para a Yamaha, mas o piloto espanhol não está satisfeito com o rendimento da sua M1 quando já faz a sua segunda época na equipa japonesa.

Viñales quer uma moto para ganhar e não para lutar pelos lugares fora do pódio, como frisou no rescaldo do GP de Itália de MotoGP deste domingo, em declarações veiculadas pelo «Motorsport.com».

“Quando assinei pela Yamaha, prometeram-me uma moto para vencer. É altura de mostrar que a moto pode ganhar. Espero que a Yamaha tenha recebido a mensagem porque eles prometeram-me uma moto para ganhar, não para ser sétimo ou para lutar com as satélites da Ducati.”

Viñales frisa que “não” está arrependido de ter tricado a Suzuki pela Yamaha em 2017. Mas as corridas não estão a corresponder ao desempenho do fim de semana que as precede.

“Vendo o meu ritmo de sábado, eu consegui estar na frente mesmo sem confiança. Quando recuperar a confiança conseguirei estar na pole [position], eu consigo fazer tempos bem bons. O problema está na corrida. Os treinos são bons, as corridas são más.”

Terceiro classificado no Mundial do ano passado (com um arranque de duas vitórias e o terceira e último triunfo da época à quinta corrida), o espanhol ocupa também o terceiro lugar no campeonato deste ano.

Mas, nesta temporada, à sexta prova, o melhor resultado de Viñales foi o último lugar do pódio (que conseguiu três vezes) e, no passado fim de semana, não conseguiu melhor do que o oitavo lugar.

O piloto da Yamaha saiu do terceiro lugar da grelha do GP de Itália, mas caiu para 11.º na primeira volta e, até final, só conseguiu recuperar mais três lugares.

“É estranho porque quando estava na Suzuki dávamos sempre grandes passos nas corridas. Agora, nas corridas, parece que descemos sempre o nível.”

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