Miguel Oliveira: «Terceiro lugar no mundial é algo que nunca pensámos possível»

Miguel Oliveira
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Miguel Oliveira mostrou-se contente e, ao mesmo tempo, surpreendido com a sua classificação no Mundial de Moto2, sublinhando que, até final da temporada, não quer perder a terceira posição do campeonato.

“O terceiro posto no campeonato”, alcançado antes de ir para férias, “é algo que nunca pensámos que fosse possível”, admitiu Miguel Oliveira, em declarações à Agência Lusa, à margem da 3.ª jornada da Oliveira Cup, que decorreu em Évora.

O piloto luso da KTM, que esta temporada apenas falhou uma corrida, disse que a época está a correr “acima das expectativas” e afirmou que está muito contente por estar a conseguir “ser muito constante” nas provas.

Os resultados “não têm comparação” com os da época passada, a de estreia em Moto2, notou Miguel Oliveira, lembrando que a meio da época anterior “tinha pontuado apenas em algumas corridas”.

Questionado pela Agência Lusa sobre o que falta para chegar à vitória, Oliveira, que tem dois segundos lugares e dois terceiros, notou que faltam “muitas coisas de pequenas dimensões, mas que fazem a diferença”.

“Faltam muitos aspetos técnicos, que, ao longo da corrida, se vão notando. Apenas com a corrida é que se consegue perceber o que falta e é esse que tem de ser o nosso foco”, apontou o piloto de Moto2.

Miguel Oliveira realçou que não quer apontar um objetivo concreto para a segunda metade da época, mas reconheceu que “não gostaria de perder a terceira posição do campeonato”.

Contudo, o piloto da KTM frisou que, se conseguir lutar pela vitória, não vai ficar em segundo, insistindo que não pretende “colocar as expectativas muito altas”.

Sobre o seu primeiro teste com uma mota de MotoGP, realizado na sexta-feira em Aragão (Espanha), o piloto português considerou que “foi uma experiência única que qualquer piloto gostaria de ter”.

“Na comparação com Moto2, é uma mota mais ou menos com o mesmo peso, pesa apenas mais 15 quilos, mas tem mais 140 cavalos. Portanto, são 270 cavalos de potência”, assinalou, acrescentando que o teste teve como objetivo “experimentar a mota”.

Depois de ter sido vice-campeão mundial de Moto3 em 2015, Miguel Oliveira subiu à categoria intermédia no ano passado e está a cumprir a segunda temporada em Moto2, cuja 10.ª prova é o Grande Prémio da República Checa, em Brno, a 06 de agosto.

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