Rali de Portugal: Ogier despista-se e diz adeus ao recorde absoluto

  • Redação Autoportal
Rali de Portugal
Rali de Portugal.

Imagem: Lusa

Sébastien Ogier (Ford Fiesta) despistou-se na quinta especial do Rali de Portugal e as possibilidades de conseguir o inédito sexto triunfo (após 2010, 2011, 2013, 2014 e 2017) na prova portuguesa acabaram.

O pentacampeão do mundo e atual líder do Mundial de Ralis teve uma saída de estrada, após 17 dos 26,73 quilómetros do troço cronometrado de Viana do Castelo, e embateu nos eucaliptos, ficando imobilizado.

Na altura, o vencedor da edição do ano passado, seguia na quarta posição do rali, a 7.3 segundos do líder, o espanhol Dani Sordo (Hyundai i20).

Ogier e o copiloto Julien Ingrassia saíram aparentemente ilesos do Ford Fiesta, segundo escreve a Lusa, mas ficaram afastados da luta pela sexta vitória em Portugal, depois de, no ano passado, terem igualado o número de triunfos do finlandês Markku Alen.

“Não esperávamos isto, ele fez uma corrida incrível esta manhã, mesmo a limpar a estrada. Ele estava a tentar garantir uma boa posição para sábado, mas alguma coisa aconteceu e eu não sei o que foi, talvez tenha batido em algo ou tido algum dano. É um rali difícil, como podemos ver com a pedra em que o Ott [Tänak] acertou. Cruzo os dedos [para voltar no sábado], mas a luta pela vitória já foi”, afirmou Malcom Wilson, diretor da M-Sport.

Este foi um dia repleto de contrariedades para o pentacampeão francês, que já tinha visto recusado o seu recurso sobre o Rali do México. Ogier foi penalizado com 10 segundos na Power Stage da terceira prova do WRC e acabou por ser relegado do segundo para o sétimo lugar na especial e perdendo os 4 pontos que receberia.

As classificações ficaram assim inalteráveis e Ogier iniciou o Rali de Portugal na liderança do Mundial de pilotos, com 10 pontos de vantagem sobre o belga Thierry Neuville (Hyundai i20) e mais 28 do que o estónio Ott Tänak (Toyota Yaris), que se tornou no primeiro dos pilotos do WRC a desistir na prova portuguesa.

O recente vencedor do Rali da Argentina e terceiro no Mundial liderava a prova portuguesa, mas uma pedra no primeiro troço do dia danificou o radiador do Yaris, obrigando-o a parar na classificativa devido ao aquecimento do óleo do motor.

“Infelizmente, o carro do Ott Tänak tem de ser retirado do rali e não vai alinhar em mais nenhuma parte da competição”, informou a Toyota, depois de ter admitido que o estónio retomasse a prova em Rali 2, no sábado.

O finlandês Jari-Mati Latvala foi o segundo piloto da Toyota forçado a retirar-se depois de ter partido a suspensão dianteira do seu Yaris no segundo troço do dia, em Caminha.

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