McLaren: troca para o motor Renault “não podia ter sido feita mais tarde”

  • Pedro Calhau
McLaren-Honda F1 2017 (Reuters)
McLaren-Honda F1 2017 (Reuters)

A McLaren assumiu no final do mês passado que a troca de motor da Honda para a Renault custou ”duas semanas”, mas, nessa mesma revelação, o diretor de corridas da equipa de Woking acrescentava que o trabalho de integração do novo motor estava “concluída”.

A integração está feita. Mas deu trabalho. Tim Goss reforçou agora que esta troca de Honda por Renault “não podia ter sido feita mais tarde” dando explicações das diferenças entre os motores proporcionando um melhor conhecimento dos caros da Fórmula 1.

“Temos duas arquiteturas dos motores fundamentais [na F1]. Temos a abordagem Mercedes/Honda e a abordagem Ferrari/Renault. Essencialmente, a diferença reside no local onde fica o turbo”, explica o diretor técnico para o chassi da McLaren em declarações à «Autopsort».

Goss explica que na primeira abordagem “tem-se o compressor na frente do motor, a turbina atrás e o MGU-H [recuperador de energia do turbo] colocado no meio do V” e que na abordagem Ferrari/Renault “tem-se o compressor colocado na parte de trás do motor, o MGU-H atrás dele e a turbina atrás disso”.

As duas variantes “requerem uma abordagem muito diferente para o chassi e para a caixa de velocidades”, com Goss a apontar “prós e contras em ambas” as abordagens e contando o que o McLaren teve de mudar: “Tivemos de reconfigurar o chassi, mudar o sistema de arrefecimento e reconfigurar a caixa de velocidades para encaixar.”

“No final, tivemos sorte por a decisão de mudar de um motor para outro ter sido tomada mesmo a tempo”, confessou o responsável técnico de Woking.

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