Fórmula 1 está de volta sob o signo do «penta»

  • Pedro Calhau
Lewis Hamilton (Reuters)
Lewis Hamilton (Reuters)

Acabou a espera. O Mundial de Fórmula 1 começa neste fim de semana com o GP da Austrália em Melbourne.

Lewis Hamilton e a Mercedes começam a época 2018 como os campeões do mundo em título. A defesa dos títulos ganhos em 2017 significa também poder chegar ao «penta» em caso de sucesso no final deste ano.

Hamilton procurara o seu quinto título de campeão na F1; a Mercedes também, o que pode ser conseguido de forma consecutiva, pois a equipa alemã vem ganhando o Mundial de Construtores desde 2014.

Se o conseguir, a Mercedes descola da McLaren (que também tem um «tetra») e aproxima-se da Ferrari – recordista destes números com seis campeonatos seguidos de 1999 a 2004 no reinado de Michael Schumacher.

E é também na Ferrari que está outra procura por um «penta». Não é só Hamilton que procura o quinto campeonato. Sebastian Vettel também luta pelo seu quinto título de campeão na F1. E, no final de contas e em seguimento do que aconteceu em 2017, prevê-se que a batalha entre os «tetra» Hamilton e Vettel (que igualam Alain Prost em títulos) volte a ser o centro das maiores atenções neste ano.

Entre estas batalhas óbvias que se perspetivam no arranque com Hamilton (em final de contrato com a Mercedes) e Vettel no centro estão também as incógnitas que fazem ansiar pelo aumento das emoções nesta altura já previstas.

Desde o papel que Valtteri Bottas terá neste campeonato depois de ter a primeira temporada completa de pré-época com a Mercedes – depois do primeiro de quatro anos em que a equipa alemã não terminou o Mundial com os seus dois pilotos na frente, pela subida de Vettel ao lugar de vice-campeão – até à resposta que Red Bull e McLaren darão, vários são ainda os cenários cujas concretizações se anseia por verificar.

A nova designada Aston Martin Red Bull – assim como a Sauber se renovou com a associação à Alfa Romeo num regresso da marca italiana à F1 mais de três décadas depois – chega a 2018 com aspirações em melhorar ainda mais as prestações com o motor Renault depois de um final de época em crescendo em 2017 no desempenho em corrida.

As equipas, os pilotos e os motores da F1

Também a McLaren passou a ser fornecida pelo fabricante francês e os ganhos já verificados abrem boas perspetivas para um dos melhores chassis da grelha na caminhada do construtor francês para fabricar uma unidade de potência para lutar pelas vitórias.

Com a saída da Honda da McLaren, passou a ser a Toro Rosso a equipa a correr com os motores japoneses e a fiabilidade parece ter aumentado – parâmetro com que a Mercedes também se terá preocupado mais nos testes de Barcelona, enquanto Vettel ou Ricciardo (também em final de contrato e em processo de negociação para uma eventual renovação com a Red Bull) já se preocuparam mais em tirar partido do novo composto mais macio dos pneus para este ano.

À perspetiva das melhorias já referidas junta-se a resposta que dará a Force India – quarta classificada incontestada na última época entre os Construtores – numa época em que as novidades nos regulamentos técnicos e, sobretudo, competitivos ganham especial dimensão.

As novidades nos regulamentos para 2018

Além da introdução obrigatória do halo ou de dois compostos novos de pneus alargando o leque de slick [como pode ver em pormenor no link infra] a redução de quatro para três motores por temporada torna ainda mais central a questão da fiabilidade das unidades de potência – para cuja troca de elementos o sistema de punições foi também melhorado.

Os pilotos Charles Leclerc (Sauber) e Sergey Sirotkin (Williams) são as estreias absolutas na F1 [como pôde ver em pormenor no artigo relativo à grelha para 2018] num ano que vê também o regresso de Alemanha e França – Paul Ricard não estava na F1 desde 1990 – ao Grande Circo. Com a saída da Malásia do calendário, o campeonato deste ano terá 21 corridas.

Calendário 2018 da F1:

25 março: GP da Austrália, Melbourne (Circuito de Melbourne)

8 abril: GP do Bahrain, Sakhir (Circuito Internacional do Bahrain)

15 abril: GP da China, Xangai (Circuito Internacional de Xangai)

29 abril: GP do Azerbaijão, Baku (Circuito citadino de Baku)

13 maio: GP de Espanha, Barcelona (Circuito de Barcelona-Catalunha)

27 maio: GP do Mónaco, Monte Carlo (Circuito do Mónaco)

10 junho: GP do Canadá, Montréal (Circuito Gilles Villeneuve)

24 juno: GP de França, Le Castellet (Circuito Paul Ricard)

1 julho: GP da Áustria, Spielberg (red Bull Ring)

8 julho: GP da Grã-Bretanha, Silverstone (Circuito de Silverstone)

22 julho: GP da Alemanha, Hockenheim (Hockenheimring)

29 julho: GP da Hungria, Budapeste (Hungaroring)

26 agosto: GP da Bélgica, Spa-Francorchamps (Circuito de Spa-Framcorchamps)

2 setembro: GP de Itália, Monza (Autódromo Nacional de Monza)

16 setembro: GP de Singapura, Singapura (Circuito Citadino de Marina Bay)

30 setembro: GP da Rússia, Sochi (Autódromo de Sochi)

7 outubro: GP do Japão, Suzuka (Pista de Corridas Internacional de Suzuka)

21 outubro: GP dos EUA, Austin (Circuito das Américas)

28 outubro: GP do México, Cidade do México (Autódromo Hermanos Rodríguez)

11 novembro: GP do Brasil, São Paulo (Autódromo José Carlos Pace)

25 novembro, GP de Abu Dhabi, Yas Marina (Circuito de Yas Marina)

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