Alpine A110 oficialmente de volta

Alpine A110 First Edition
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O novo A110 First Edition marca o regresso da Alpine após 22 anos de ausência.

Impossível falar da Alpine sem relembrar o passado histórico e a enorme importância que teve nos capítulos do desporto motorizado em França. A marca foi criada em 1955 por Jean Rédélé, então revendedor da Renault em Dieppe. Em 1962, nasceu o mítico modelo, o A110 que conquistou vários títulos europeus em rali no ano de 1971, e as 24H de Le Mans de 1978. Enquanto subsidiária da Renault, os modelos evoluíram com o lançamento do A310 em 1971, depois o A310 V6 em 1976 e o GTA em 1985.

Os negócios acabaram por entrar em decadência e em 1995, é anunciado o encerramento da fábrica Alpine. Mas, não seria o fim da simbólica marca. 17 anos depois, Carlos Ghosn CEO da Renault-Nissan, anuncia o regresso da Alpine, mas foi preciso esperar até 2015/2016 para descobrir os planos e concepts projetados pela Renault que levariam ao tão esperado modelo: o Alpine A110 First Edition.

O renascer de um ícone

Fiel ao ADN da Alpine, o A110 First Edition é uma clara atualização da primeira geração com um design muito semelhante ao clássico desportivo. A começar pelo azul característico Alpine que se apresenta num tom muito próximo do original.

Na frente, os inconfundíveis quatro faróis não deixam margem para dúvidas de que se trata de uma versão 2.0 da “Berlinette”, assim como outros pontos a destacar como as saliências no capô ou a concavidade nas portas.

Lado a lado, as duas gerações partilham as mesmas proporções particularmente compactas. O First Edition tem um comprimento total de 4,18 m, ou seja, é 20 cm mais curto que um Porsche Cayman, mas 33 cm maior que o Alpine original.

Mas, é no habitáculo do novo modelo que encontramos as grandes diferenças. O painel de instrumentos é 100% digital com a possibilidade de exibir-se de duas formas diferentes dependendo do modo escolhido pelo condutor. Um bom ponto também referente ao design da consola central é a presença dos três botões de controlo (D, P e R) sob a caixa de dupla embraiagem. Impossível não fazer a analogia com alguns modelos da Ferrari neste aspeto.

Além de moderno qualidade de fabrico excecional, como evidenciado por alguns detalhes, como os bancos estilo baquet ou couro acolchoado nas portas. A originalidade fica apenas comprometida com a presença de determinados acessórios “herdados” de alguns modelos da Renault, como os comandos de controlo no volante, o ar condicionado.

No que toca, a espaço…não há dúvidas que se trata de um desportivo. As zonas de arrumo são escassas e nem os 100 litros de capacidade da bagageira permite grandes “ginásticas”.

O peso foi uma das grandes preocupações na criação da nova geração. Foi um verdadeiro desafio não exceder o peso de 1100 kg, mas a Alpine conseguiu graças ao alumínio usado extensivamente na carroçaria, chassis e alguns componentes de suspensão. Entre a concorrência, o novo Alpine não é o mais leve do mercado. É mais pesado que um Alfa Romeo 4C que se apresenta com pouco menos de 1.000 kg.

Alma desportiva

Antoine Saint Exupery escreveu na obra “O Principezinho” que “o essencial é invisível aos olhos”. No caso do Alpine está escondido na posição central traseira. Falamos claro do motor 1,8 litros a gasolina Turbo de quatro cilindros capaz de desenvolver 252 cv. Pouco impressionante ao lado de um Porsche Cayman, mas superior a um Alfa Romeo 4C de 240 cv. No que toca a velocidade, a nova “Berlinette” francesa é capaz de ir dos 0 aos 100 km/h em 4,5 segundos.

Limitado a 1955 exemplares- correspondentes ao ano me que foi fundado a Alpine- o A110 First Edition está oficialmente reservado na sua totalidade com um preço aproximado de 58 500 €.

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