Prevenção Rodoviária quer novas regras na formação de motociclistas

  • Redação Autoportal
Ymaha MT07
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O relatório da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) divulgado esta quarta-feira apresenta dados preocupantes em relação à sinistralidade rodoviária com motociclos, que tem vindo a subir, dado a crescente utilização deste tipo de veículos.

Dessa forma a PRP avança no relatório com recomendações específicas para aquele tipo de veículos, na tentativa de reduzir aquilo que considera ser números alarmantes.

Por forma a reduzir-se a sinistralidade, a Prevenção Rodoviária Portuguesa recomenda no relatório, “a reformulação de todo o sistema de formação de motociclistas, bem como uma alteração na formação inicial e contínua dos profissionais do ensino (instrutores de condução) e dos examinadores de condução, para que sejam competentes na formação, e na avaliação”.

O mesmo documento revela muitas falhas na atual formação dos motociclistas. “A formação de condutores de motociclos apresenta muitas deficiências, nomeadamente na sua vertente prática – a generalidade das aulas práticas são ministradas com o instrutor a acompanhar o instruendo dentro de um automóvel, o que não permite nem o acompanhamento adequado da recolha de informação, nem as instruções devidas para a prática correta da condução do motociclo”.

Segundo dos dados da PRP em 2017 verificou-se um aumento significativo da sinistralidade rodoviária dos utentes de motociclos, face a 2016, com as vítimas mortais a aumentaram de 43 para 92 (mais 114,0%) e os feridos graves aumentaram de 318 para 399 (mais 25,5%) – dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (vítimas a 24 horas). 

A estes números juntam-se os dados sobre o parque de motociclos em circulação que tem aumentado de forma contínua na última década – duplicou de 164.763 motociclos seguros em 2006 para 328.923 em 2017.

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