Autoeuropa: iniciadas as negociações sobre remuneração do trabalho ao domingo

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Autoeuropa. [Foto: Reuters]

A administração e a Comissão de Trabalhadores (CT) da Autoeuropa iniciaram hoje o processo negocial sobre a remuneração do trabalho ao domingo, mas nenhuma das duas partes quis fazer comentários sobre o primeiro dia de negociações.

Contactada pela agência Lusa, a administração da fábrica de automóveis da Volkswagen em Palmela limitou-se a confirmar o início das negociações, tal como a CT, que considera prematuro fazer quaisquer considerações.

Fonte da CT da Autoeuropa afirmou, no entanto, que está "fortemente empenhada em conseguir um bom acordo que permita melhorar as condições de remuneração pelo trabalho ao domingo".

Os trabalhadores vão tentar que a administração pague o trabalho ao domingo da mesma forma que paga o trabalho ao sábado, ou seja, com um acréscimo de 100%, a que se deverá juntar o prémio trimestral de produtividade de 25%.

Esta proposta da Comissão de Trabalhadores, que não concorda com o pagamento dos domingos como se de um dia normal de trabalho se tratasse, já tinha sido rejeitada pela administração da fábrica, mas esta nova ronda de negociações, que prossegue na próxima semana, constitui mais uma oportunidade para tentar ultrapassar o diferendo.

O novo horário de laboração contínua, que deverá ser implementado depois do habitual período de férias durante o mês de agosto, prevê um total de 19 turnos por semana - três turnos diários de segunda a sexta-feira e dois turnos ao sábado e ao domingo.

A administração da Autoeuropa confirmou, entretanto, uma alteração do calendário de férias (shutdown), que este ano decorrem de 1 a 23 de agosto, mais alguns dias do que o habitual, devido à necessidade de mudança nos processos de medição do consumo e das emissões dos veículos, face à nova regulamentação que entra em vigor dia 1 de setembro.

A nova regulamentação WLTP (Worldwide Harmonized Light Vehicles Test Procedure), que implica a adoção de novos métodos para reduzir a discrepância entre os consumos anunciados e os consumos reais dos automóveis, para além das alterações que está a provocar nas fábricas, poderá também provocar um agravamento no preço dos veículos.

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