Mais de 500 pessoas morreram nas estradas portuguesas em 2017

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Camião tomba após curva de acesso à VCI
Camião tomba após curva de acesso à VCI. (Lusa/Ricardo Castela)

Mais de 500 pessoas morreram no ano passado nas estradas portuguesas, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), que indicam também um aumento dos acidentes rodoviários e dos feridos graves em relação a 2016.

De acordo com os números disponibilizados no ‘site’ da ANSR, que contabilizam a última semana de 2017 e têm dados acumulados de todo o ano, morreram nas estradas portuguesas 509 pessoas, mais 64 do que em 2016 (12,5%).

Foram registados 130.157 acidentes nas estradas (127.210 em 2016) e 2.181 feridos graves (2.102).

A Prevenção Rodoviária Portuguesa reagiu a estes dados, assinalando que o aumento da sinistralidade rodoviária grave no ano passado está “exclusivamente concentrado” nos motociclos.

Os dados da ANSR, que se referem a Portugal continental e são ainda provisórios, indicam que dos acidentes resultaram no ano passado 41.591 feridos ligeiros, contra os 39.121 registados no ano anterior.

Só na última semana do ano (entre 22 e 31 de dezembro) foram registados pelas autoridades 15 vítimas mortais e 56 feridos graves.

Os dados acumulados do ano indicam que o distrito com mais acidentes registados foi o de Lisboa (26.698), seguido do Porto (23.606), Braga (10.980), Faro (10.752), Aveiro (10.416) e Setúbal (10.147).

O Porto lidera em número de vítimas mortais, com 68 registadas em 2017, seguido dos distritos de Setúbal (56), Lisboa (51), Aveiro (44) e Santarém (43).

Já o distrito com mais feridos graves registados em 2017 nas estradas portuguesas foi Lisboa (311), seguido de Faro (192), Setúbal (189), Santarém (186) e Porto (170).

Segundo anunciou em dezembro o ministro da Administração Interna, o Governo quer já no início deste ano definir objetivos para reduzir a sinistralidade rodoviária e refletir sobre qual a intervenção necessária nos atropelamentos, álcool e acidentes com motociclos, os três principais fatores de risco.

Para o ministro, Portugal tem números “absolutamente inaceitáveis de atropelamentos nas áreas urbanas”, sendo necessário “identificar as causas e circunstâncias e agir sobre elas”.

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