Pode um carro elétrico ser inimigo do ambiente?

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Carro elétrico
Carro elétrico. Reprodução Facebook Mobi.E
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Um estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos da América, concluiu que os carros elétricos podem não ser assim tão amigos do ambiente como se pensa. Através da análise das emissões poluentes necessárias para a obtenção de energia elétrica que os veículos necessitam para se moverem, os investigadores afirmam que o processo acaba por não ser inofensivo.

É verdade que o funcionamento de um carro elétrico resulta em zero emissões de dióxido de carbono para o ambiente. No entanto, a contaminação acontece de uma outra forma: como é produzida a energia elétrica que o carro precisa para circular na estrada. A forma como essa energia é produzida acaba, em muitos países, por também libertar gases nocivos para a atmosfera. Sendo que em alguns casos, essa forma de produção, torna estes amigos veículos amigo do ambiente, em verdadeiros inimigos. Piores que os a gasolina.

Este não é, contudo, um processo linear. Os investigadores, Michael Sivak e Brandon Schoettle, compararam o método de produção de energia necessária em 143 países diferentes. Na maioria dos resultados obtidos, ficou provado que não era um processo limpo. Exemplos disso são Cuba, Índia e República Dominicana. No lado oposto, encontramos, por exemplo, a Espanha.

O estudo teve em consideração as emissões resultantes da extração e entrega de matéria-prima nas centrais de energia elétrica, as emissões geradas pelo uso de combustível específico aquando da produção de eletricidade, as perdas de eletricidade durante a distribuição e a eficiência de combustível do veículo.

Mas fora da investigação da Universidade de Michigan ficou a fabricação do carro e das baterias que movem estes automóveis elétricos, um processo também bastante poluente.

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