Conheça 16 carros especiais da Seat em 70 anos de história da marca

  • Redação Autoportal
  • 14 ago 2020, 11:26

Seat assinala 70 anos e lembra os seus modelos históricos

O ano de 2020 já não poderá ser lembrado como um ano olímpico, mas continua a ser o 70.º aniversário da Seat.

Anos suficientes para criar história e inúmeros modelos peculiares e únicos, como o Toledo, o primeiro Seat elétrico que acompanhou a chama olímpica na sua última etapa em direção à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos em Barcelona de 1992.

As baterias de chumbo do Toledo elétrico pesavam 500 quilos, mas permitiam 55 km em ciclo urbano. Autonomia suficiente para que o Seat Toledo elétrico também abrisse caminho para os atletas olímpicos na prova de maratona.

O Toledo não era apenas o carro oficial desses Jogos Olímpicos, mas era "O Carro dos Campeões". Cada um dos 22 medalhados espanhóis recebeu um carro exclusivo, desenvolvido para eles, o Seat Toledo Pódio, modelo reconhecido pela sua pintura cinzenta em dois tons, e com um acabamento interior de máximo luxo na época. Até tinha um fax e um telefone fixo entre os bancos, um interior inteiramente de cor creme, com estofos em pele e inserções de madeira no tablier e portas.

Carros especiais

Em 1956, com base no primeiro modelo da marca espanhola, foi desenvolvido o Seat 1400 Visitas. O nome dele diz tudo. Sem portas, sem teto, o 1400 Visitas era ideal para transportar visitantes ilustres pela fábrica da marca. Foi fabricado pelos mesmos 1400 colaboradores da série produção, e em 2005, quando foi restaurado, foi também feito por antigos funcionários da Seat reformados.

Teve de se esperar até 1964 pela chegada de outro ícone da marca, o Seat 600, foi usado como carro das autoridades na fábrica. Ninguém diria que este modelo utilitário serviu de base para o Savio.

A empresa italiana Carrozzeria Savio implementou o surpreendente design de Pietro Frua. Consistia num monovolume com três filas de bancos, com uma distância entre eixos de apenas 2 metros, para se poder manobrar facilmente ao lado das linhas de montagem.

O teto envidraçado permitia uma boa visibilidade, mas a pedido da Seat, Savio tornou-o ainda mais exclusivo, ao dotar este modelo de um teto que poderia ser removido, tornando-o numa carrinha descapotável.

A mesma procura pela agilidade foi a razão pela qual a Seat recebeu um pedido muito especial por ocasião da visita de João Paulo II. Um veículo menos aparatoso do que o Papa-móvel era necessário para a visita do pontífice a Espanha em 1982.

A razão pode ser encontrada no facto de o carro oficial não caber na entrada dos principais recintos onde foram celebradas missas, nos estádios do Real Madrid e do Barcelona.

Trabalhando 24 horas por dia, os trabalhadores da fábrica na Zona Franca fizeram do Seat Panda 'Papamóvil'. Totalmente branco, o novo Seat especial viu serem-lhe removido os vidros e o teto, e foi criada uma estrutura tubular acolchoada na parte de trás onde o Santo Padre se segurava para poder saudar os fiéis enquanto estava de pé. Não sendo um carro blindado, só foi usado dentro dos estádios por razões de segurança.

Também encomendada por um Chefe de Estado, a Seat transformou um Ibiza em 1986, para o Rei de Espanha, Felipe VI, no ano em que o monarca atingiu a maioridade.

Tratava-se do Seat Ibiza Rey e contava  com as especificações técnicas do Ibiza SXI, versão que entraria em produção dois anos depois, com motor de injeção de 100 cv, sistema de travagem duplo em X com discos ventilados, além de um volante especial, bancos Recaro e ar condicionado. Foi o mais exclusivo dos mais de um milhão de Ibiza de primeira geração, distinguido pela sua cor dourada e pelos seus lados traseiros alargados.

Um artista generoso deu origem a outro modelo exclusivo da Seat, o Seat Leon Cupra "Pies descalzos". Recebeu este nome em homenagem à fundação para crianças deslocadas na América Latina criada pela cantora colombiana Shakira.

Autografado no capot, o carro também era conhecido como Leon Shakira, uma vez que foi decorado ao gosto da artista, em lilás, tanto no interior como no exterior.

Uma das duas unidades produzidas permaneceu na Coleção Históricos da marca, a outra foi sorteada entre os doadores da fundação. O vencedor foi um estudante que colaborou com 1 euro através de uma SMS.

Os carros históricos da Seat

Antes do Seat Ibiza atingir o seu primeiro milhão de unidades produzidas, a marca já tinha ultrapassado outros marcos relacionados com esse valor. Após 16 anos a fazer automóveis, tinha saído da linha de montagem o Seat "Um Milhão", um 124, conduzido pelo então Ministro da Indústria. O carro acabou sorteado entre os trabalhadores, mas o agraciado não tinha carta de condução e tinha acabado de casar. Preferiu devolver o carro em troca do preço equivalente.

Para a história ficou igualmente o Seat Ritmo desenvolvido em conjunto com Rayton Fissore, modelo que recebeu um processo de plágio.

Para convencer o tribunal que se tratava de um modelo da marca, a Seat produziu um Ronda de cor preta, mas com os seus próprios elementos pintados a amarelo. Este Seat Ronda 'Tribunal de Paris', como ficou conhecido, nunca precisou de ser matriculado para se tornar um pilar fundamental da história da marca.

Se estivéssemos a destacar um marco relacionado com o desporto, para além daqueles gloriosos 124 do rali de Monte Carlo, seria o Leon Cupra 280 'record Nürburgring', com um nome ganho a pulso. Pela primeira vez, um carro de série com tração dianteira baixou de 8 minutos (7m58.44s para percorrer o traçado), com Jordi Gené nos comandos durante uma sessão de afinação com uma unidade camuflada, equipada com especificações Performance Pack.

Também o  Seat Ibiza 'bimotor' faz parte da história do desporto automóvel da marca já que em 1986, o piloto José María Serviá surpreendeu no campeonato de ralis de terra com um Ibiza 4x4. Esta disciplina requer muita tração e muita potência. A solução encontrada foi colocar um motor de Ibiza em cada eixo, cada um com a sua própria caixa de velocidades. Chamaram-lhe 1.5x1.5 (pela cilindrada dos seus motores), e chegou a ter quase 300 cavalos e conseguiu alcançar dois segundos lugares.

Depois, se for tração, o mais radical é o Ateca 'Mattracks', modelo que foi realizado para uma apresentação de imprensa em 2017, o Seat Ateca Snow Experience. Substituindo as rodas de um Ateca 2.0 TDI 190 cv 4Drive, foi adaptado um conjunto de faixas produzidas pela Mattracks, para poder circular na neve.

Os modelos abertos sempre foram atrativos e o Seat Ibiza recebeu inúmeras propostas, que nunca passaram para modelos de série. O primeiro desses projetos foi Ibiza Cabrio baseado na primeira geração do Ibiza. As linhas puras deste 2+2 lugares, sem arco rotativo foram desenhadas pelo estúdio Ital Design.

Já o Seat Marbella pick-up estava prestes a ser construída. Era uma versão mais simples e viável do que o conceito Marbella Playa, que também não chegou à produção. O mais impressionante era a caixa de carga que estava separada do habitáculo apenas por uma grelha protetora. 

A mais inovadora é a última das criações singulares da Seat. Trata-se do carro embrulhado em folhas que lembra os 'trencadís', o mosaico decorativo com o qual Gaudí elevou à arte a reutilização de azulejos partidos.

O Leon Trencadís é uma camuflagem artística, aplicada durante a fase final de desenvolvimento da quarta geração do Leon. Mais do que decorativo e constitui outro dos veículos especiais dos 70 anos de história da Seat.

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