Lendário Opel Manta comemora 50 anos

  • Redação Autoportal
Opel produziu mais de um milhão de unidades do modelo inspirado numa espécie piscícola

O Opel está a comemorar os 50 anos do Manta, um dos modelos mais carismáticos da marca de Russelsheim, que foi inspirado numa espécie piscícola.

Foram às Mantas, Raias e Jamantas e um encontro com a equipa do conceituado biólogo marinho francês Jacques Cousteau, que o designer chefe da Opel, George Gallion, foi buscar inspiração para criar um dos modelos desportivos mais carismáticos da marca germânica.

Apresentado em setembro de 1970 em Timmendorfer Strand, na costa alemã do Mar Báltico, o modelo apresentava-se como uma autêntica novidade na gama, ao procurar responder a um mercado repleto de coupés desportivos para quatro passageiros.

A individualidade estava na moda e o formato e as linhas do Manta eram exatamente o que o mercado procurava.

No primeiro ano completo de vendas, a Opel comercializou 56.200 unidades do modelo, parte de um total que viria a ascender a 498.553 unidades.

O modelo Ascona viria a partilhar a mesma plataforma, suspensão e motores, enquanto o Opel Rekord também haveria de contar com o motor mais potente do Manta, o 1.9 S de quatro cilindros com 90 cavalos de potência.

Em 1972 o Manta surge com um motor de 1.2 de 60 cv  e em novembro do mesmo ano, a Opel dava a conhecer o luxuosamente equipado Manta Berlinetta.

Do equipamento de série fazem parte elementos raros como volante desportivo, vidro traseiro aquecido, faróis de halogéneo e um tejadilho em vinil.

Os cinco anos de produção deste modelo foram enriquecidos por inúmeras variantes especiais – “Holiday”, “Plus”, “Swinger” e “Summer Bazar” – mais ricas em conteúdos e com preços acessíveis.

Dois anos mais tarde surgiu o Manta GT/E, um modelo equipado com um sofisticado bloco de 1.9 com injeção de combustível Bosch L Jetronic capaz de debitar 105 cv de potência.

Em 1975 a Opel estreou geração “B” do Opel Manta. A marca alemã tinha então duas variantes na gama: o coupé tipo “notchback” e o Combi-Coupé CC, de 1978, do tipo “hatchback”, com um grande portão traseiro.

A duradoura popularidade do modelo garantiu que para o Manta B ficasse guardado um lugar especial na história da marca, já que nenhum outro modelo permaneceu sem alterações no mercado durante tanto tempo, desde o outono de 1975 até 1988.

No total, saíram da linha de produção 557.940 unidades e tal como os antecessores, o Manta B viria a partilhar a plataforma, suspensão e mecânica com a gama do modelo Ascona.

O leque de motores de quatro cilindros incluiu qualquer coisa como 14 versões, com cilindradas de 1,2 a 2,4 litros, ao longo de todo o período de produção, com níveis de potência entre 55 e 144 cv.

Novos derivativos e motores viriam a complementar, regularmente, a gama Manta, ampliando-a e mantendo-a atualizada, entre os quais se destacam os Manta SR, Berlinetta, GT, GT/J e GT/E.

O mais raro e mais potente Manta B foi o “400”, apresentado no Salão de Genebra de 1981, que deve a sua denominação às 400 unidades necessárias para a homologação de uma versão de competição em “Grupo 4”.

Este Manta 400 contava com um motor de quatro cilindros DOHC (dupla árvore de cames à cabeça) de 2,4 litros, com quatro válvulas por cilindro e 144 cv de potência.

Foi com este modelo que em 1984 Guy Colsoul e Alain Lopes venceram a sua classe – veículos de tração a apenas duas rodas no Rally Paris-Dakar, terminando em 4º lugar da classificação geral, logo atrás de três veículos de tração integral.

As duas últimas versões do Manta B foram o topo de gama GSi e o GSi Exclusiv, produzido em pequenos volumes pelo preparador Irmscher.

No total, a produção de ambas as gerações do Opel Manta foi superior a um milhão de unidades, o que diz bem da popularidade deste modelo que completa agora 50 anos.

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