Cinquentões italianos de sonho: Maserati Bora e Lamborghini Countach LP 500

  • Redação Autoportal
  • 11 mar, 13:59

Modelos icónicos da Maserati e da Lamborghini comemoraram meio século

Dois modelos italianos desportivos de sonho, Maserati Bora e Lamborghini Countach LP 500, comemoram esta quinta-feira 11 de março os seus cinquenta anos.

Apresentados no Salão Internacional do Automóvel de Genebra de 1971, estes dois modelos marcaram a histórias das duas marcas de prestígio italianas.

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Seguindo a tendência que tinha já revolucionado os monolugares de Fórmula 1 durante os anos anteriores, a Maserati pediu a Giorgetto Giugiaro, da Italdesign, para criar um automóvel desportivo com motor montado em posição central traseira, e com performance, design, conforto e segurança melhorados.

Desta forma o Maserati Bora foi equipado com o testado e comprovado V8 de 4.700 cc, capaz de produzir 310 cv potência às 6.000 rpm (a que se juntou a unidade de 4.900 cc dois anos mais tarde), montado longitudinalmente num subchassis instalado na monocoque.

Entre as distintivas características do Maserati Bora incluíam-se as óticas dianteiras escamoteáveis, para reduzir a resistência aerodinâmica, o diferencial de projeção no eixo traseiro, a suspensão independente às quatro rodas (pela primeira vez num Maserati), os travões de disco, a embraiagem a seco de prato único, a caixa de velocidades de cinco relações e os amortecedores telescópicos.

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O Bora combinava conforto e performance, e tinha uma velocidade máxima superior a 280 km/h, garantindo um fantástico prazer de condução, graças à resposta excecionalmente ágil do motor e ao silencioso interior.

Se a conceção mecânica do Bora tinha a assinatura de Giulio Alfieri, a aerodinâmica e o estilo foram da autoria de Giorgetto Giugiaro, que criou um coupé de dois lugares com base em linhas simples e elegantes, que conferiam a este Maserati uma aparência equilibrada.

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A abordagem era futurista, com uma secção dianteira baixa, fina, quase afilada, para cortar o ar, ao passo que a grelha frontal incluía duas tomadas de ar retangulares com o Tridente ao centro. As laterais absolutamente esguias eram divididas por uma aplicação em borracha preta, enquanto que a traseira terminava numa cauda truncada.

O resultado foi um automóvel que definiu uma tendência, com formas fluidas, perfeito para o espírito 'rock&roll' dos anos de 1970, e que ainda hoje delícia fãs do Bora e da marca de Modena.

O primeiro automóvel de estrada com motor montado em posição central traseira da história da marca do Tridente, foi produzido até a 1978, com a Maserati a colocar na estrada 564 deste icónico modelo.

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Já o Lamborghini Countach LP 500 foi outra das estrelas do Salão Internacional do Automóvel de Genebra de 1971, com uma versão em amarelo que não deixava ninguém indiferente.

O primeiro protótipo do superdesportivo italiano, que recebeu o nome de ‘Progetto 112’ e que foi apresentado no Salão de Genebra, o LP 500, já estava dotado de grande parte dos componentes que viriam a integrar a versão de produção dois anos mais tarde.

As linhas bonitas, limpas e futuristas do Countach, apesar dos seus 50 anos, foram estilizadas por Marcello Gandini, Diretor de Design da Carrozzeria Bertone, responsável pelo Lamborghini Miura. Gandini também foi o responsável pela decisão de usar as portas de tesoura, que desde então caracterizam a produção dos modelos de 12 cilindros da Lamborghini.

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O LP 500 era um carro substancialmente diferente do Countach que entraria em produção em 1974, e tinha uma estrutura de plataforma em vez de tubular, era equipado com um motor de 12 cilindros de 4.971 cc (único), com entradas de ar que tinham um desenho de guelras de tubarão e, dentro delas, uma instrumentação eletrónica sofisticada.

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Após o sucesso do LP 500 em Genebra, o piloto de testes da Lamborghini, Bob Wallace, utilizou protótipo do Countach, equipado com um motor de 4 litros, para todos os tipos possíveis de testes de estrada.

A carreira deste carro extraordinário terminou no início de 1974, quando foi utilizado para os testes de colisão necessários para a homologação do Lamborghini Countach de produção.

De 1974 a 1990, foram produzidos 1.999  unidades do Countach em cinco séries diferentes, representando um modelo que, além de acabar exposto nas paredes de quartos de uma geração inteira e ser utilizado em dezenas de filmes, como o Lobo de Wall Street de Martin Scorsese, tendo permitido à Lamborghini sobreviver aos anos mais difíceis da sua história e entrar permanentemente nos corredores da fama.

O Countach é um modelo icónico para a Lamborghini, mais que não seja pelo facto de ter sido o último superdesportivo construído sob a alçada do fundador da marca de Sant'Agata Bolognese, Ferrucio Lamborghini, que faleceu em 1993.

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Passados 50 anos, o Countach continua a fazer parte da constelação da marca de Sant'Agata Bolognese.

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