Jorge Lorenzo: "A Ducati pensou que eu tinha tudo para vencer"

Jorge Lorenzo (Lusa)
Jorge Lorenzo (Lusa)

Jorge Lorenzo está de malas feitas para a equipa da Honda na próxima temporada e lamentou agora o fim da sua pareceria com a equipa de Borgo Panigale.

O piloto espanhol em entrevista ao jornal italiano «La Gazzetta dello Sport» deixou claro que a chegada à Ducati “foi como uma mudança de categoria”, após seis anos na Yamaha.

Depois de um primeiro ano para esquecer com a Ducato, Jorge Lorenzo deu a volta por cima e este ano alcançou já três vitórias. No entanto, as boas prestações do piloto espanhol com a moto italiana não surgiram a tempo de evitar que Jorge Lorenzo e a marca de Borgo Panigale anunciassem o divórcio.

O espanhol lamenta o fim da parceria, e deixa claro que uma terceira temporada poderia ser bastante positiva. "Tenho a certeza de que com um terceiro ano iria alcançar melhores resultados", disse Lorenzo.

"Chegar à Ducati foi como mudar de categoria, a diferença era enorme e tanto Ducati quanto eu subestimamos a mudança. A Ducati pensou que tinha assinado com um tricampeão mundial que iria ganhar o título no primeiro ano. Eu pensei que isso era quase impossível, mas pensei que iria lutar pelo menos pelo título”.

Jorge Lorenzo lembrou ainda que lutar pelo título com a Ducati não poderia ser num estalar de dedos. “A Ducati não acreditou no que diziam Gigi Dall'Igna ou Claudio Domenicali, que faltava alguma coisa. E faltava mesmo aquele pequeno acrescento no deposito para que pudesse ser rápido durante toda a corrida sem ficar esgotado fisicamente. Eles pensaram que tinham contratado um tricampeão do mundo, e que eu tinha tudo o que era preciso para vencer. Em vez disso, decidiram aumentar o salário ao Dovizioso, que estava a ganhar algumas corridas, e assinaram com um piloto forte mais barato".

O piloto espanhol falou ainda da relação com o seu atual companheiro de equipa, Andrea Dovizioso, com quem já teve problemas no passado, o último dos quais no início desta temporada.

"O Dovi sabe usar bem as palavras. Mas manter um relacionamento é mais difícil. Sempre tentei respeita-lo, e quando ele ganhava corridas eu estava numa situação complicada, mas ficava feliz pela equipa. O problema surgiu quando comecei a ganhar corridas e perceber que ele não tinha a mesma atitude", explicou Lorenzo.

Já quanto ao desafio de na próxima temporada partilhar a mesma box com Marc Márquez, com quem ao longo da carreira tem conhecido alguns problemas, Lorenzo deixou claro que os objetivos são comuns. “Estamos em sintonia  e o caminho é alcançar resultados. Se o relacionamento for bom, melhor, sempre nos divertimos. Mas o que importa mesmo é vencer. Estou certo que a minha ida para a Honda também vai deixar o Márquez mais forte”.

O ainda piloto da Ducati reconheceu ainda que ter Marc Márquez como companheiro de equipa “é mais do mesmo para mim. Sempre foi assim na minha carreira. Primeiro com o Valentino Rossi na Yamaha onde o nível competitivo foi elevado porque nem ele nem eu queríamos perder ou ser o mais lento e acontece na Ducati com Dovizioso”.

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