Dakar 2021 reforça prioridade na segurança dos pilotos

  • Redação Autoportal
  • 16 jun 2020, 18:42
Dakar 2020 (Lusa)
Dakar 2020 (Lusa)

Organização revelou medidas desportivas e tecnológicas para reduzir os acidentes

A 43.ª edição do Dakar promete ficar marcada pelo reforço das medidas de segurança de forma a minimizar os acidentes, nomeadamente na categoria de motos, depois das mortes do piloto português Paulo Gonçalves e do holandês Edwin Straver, na edição de 2020.

A prova rainha de todo-o-terreno, vai voltar a realizar-se inteiramente na Arábia Saudita, entre 3 e 15 de janeiro e vai contar com um percurso totalmente novo, dividido em 12 etapas.

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"Vamos ter um Dakar mais técnico e menos rápido, em que cada etapa tenha múltiplas características: um pouco de dunas, terreno duro, zonas técnicas e zonas rápidas que vai permitir termos uma prova muito competitiva", sublinhou David Castera diretor desportivo da prova.

Numa apresentação aos jornalistas realizada através da internet, a Amaury Sport Organization (ASO), revelou que o Dakar 2021 vai continuar a inovar em diferentes aspetos, desportivos e tecnológicos, bem como da segurança dos pilotos que será uma prioridade.

Por esse motivo, a organização introduziu algumas alterações que prometem aumentar, direta ou indiretamente, a segurança dos pilotos, especialmente da categoria de motos.

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Entre as novas medidas, destaque para o uso obrigatório de um colete com ‘airbag’ por parte de todos os pilotos das motos, introdução de mais ‘waypoints’ nas zonas perigosas de modo a reduzir a velocidade dos pilotos, bem como a obrigação de todos os pilotos terem um curso de primeiros socorros.

Para além disso as zonas mais perigosas de cada etapa não vão surgir apenas assinaladas no ‘road book’ já que os pilotos vão passar a receber um sinal sonoro quando estiverem a 200 metros destas zonas, enquanto a velocidades nas zonas de  perigo passa a ser limitada a 90 km/h.

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“Estamos empenhados em aumentar a segurança dos pilotos e por isso tomamos a decisão de implementar um conjunto de alterações que foram analisadas com a Federação Internacional do Motociclismo (FIM)", acrescentou Castera.

Para além das novas normas de segurança, o Dakar 2021 vai contar com algumas novas regras, que visam reduzir a velocidade dos pilotos das motos já que passam a contar com um limite de seis pneus traseiros para toda a prova, bem como a possibilidade de mudar apenas uma vez o ‘piston’ durante as 12 etapas.

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"Em 2021, o ‘road book’ será entregue antes da partida em todas as etapas, 10 minutos antes para os carros e 20 minutos para as motos", concluiu Castera.

Uma das principais novidades é o ‘road book’ eletrónico que mais não é que um tablet que será entregue a alguns dos participantes das categorias de carros, SSV e camiões.

A 43.ª edição do Dakar vai arrancar a 3 de janeiro, em Jeddah, terminando na mesma cidade, a 15 de janeiro, depois de 12 etapas e um prólogo, que determinará a ordem de partida para a primeira tirada. O dia de descanso será passado em Ha’il, a 9 de janeiro.

A próxima edição da prova terá uma etapa maratona e duas em ‘loop', ou seja, com partida e chegada no mesmo local, o que ajuda a minimizar a necessidade de deslocações, mas o percurso só vai ser conhecido apenas em novembro.

 

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