As marcas que a FÓRMULA 1 deixou em 2018

  • Redação Autoportal
Lewis Hamilton (Lusa)
Lewis Hamilton (Lusa)

Balanço do ano na categoria rainha do automobilismo

Estamos a chegar ao final do ano e, como é habitual, é tempo de fazer balanços. Começamos esta revista do ano com a Fórmula 1 e os momentos que marcaram a 69.ª edição do Mundial.

Lewis Hamilton é pentacampeão

Em 2018, Lewis Hamilton entrou para o restrito grupo de pilotos que venceram cinco Mundiais de Fórmula 1. O piloto inglês da Mercedes não só mostrou ser o mais forte do atual pelotão, juntando o raro talento, o carro e a ausência de erros – de que as 11 pole positions (mais de metade das 21 corridas) são bom exemplo – como se juntou a Michael Schumacher (o heptacampeão) e a Juan Manuel Fangio (na década de 1950) entre os únicos que venceram cinco títulos. Hamilton obteve também 11 vitórias neste ano, com mais seis pódios, atingindo o recorde absoluto de 408 pontos numa época. E o inglês de 33 anos não se ficou por aqui no que respeita a recordes ultrapassando Schumacher em mais uma marca: no GP de Espanha, Hamilton registou a 41.ª vitória partindo da pole position – registo que deixou em 47 no final da época.

E a Mercedes também é «penta»

Não foi só Hamilton quem obteve o quinto título; a Mercedes também conquistou o pentacampeonato (consecutivo) de Construtores vincando o domínio na era híbrida da Fórmula 1 não deixando (ainda) qualquer espaço aos adversários para brilharem; nem neste último ano em que a Ferrari conseguiu estar por cima em algumas partes da temporada.

A despedida de Fernando Alonso

Um dos melhores pilotos do pelotão abandonou a grelha da Fórmula 1. Fernando Alonso colocou um ponto final na competição após 17 épocas na F1 iniciadas em 2001 na Minardi (em 2002 foi piloto de testes da Benetton). Com passagens por equipas históricas como a Ferrari e a McLaren, o espanhol de 37 anos é o segundo piloto que mais pontos (312) fez na F1 – Rubens Barrichello fez 322. Alonso obteve na carreira 32 vitórias, 97 pódios, 22 pole positions, 23 voltas mais rápidas e 1899 pontos. E, claro, dois títulos mundiais de Pilotos pela também histórica Renault: 2005 e 2006. Mas não lhe ponham já o parágrafo a seguir ao ponto final na F1. A McLaren mantém-no como piloto de testes...

Charles Leclerc foi a melhor surpresa

Uns vão, outros chegam. Charles Leclerc tornou-se na nova coqueluche da Fórmula 1 – pelo menos, em mais uma. O piloto monesgasco entrou no Grande Circo como campeão da Fórmula 2 e a estreia na F1 pela modesta Sauber deu que falar. Leclerc não só passou a ser presença habitual na Q3 como conseguiu um sétimo lugar na partida para o GP da Rússia. No Azerbaijão, o monegasco de 21 anos foi sexto classificado tendo terminado dez corridas no top 10 e somando 39 pontos no final de um Mundial em que foi 13.º classificado – contribuindo com a maioria dos 48 pontos que deixaram a Sauber à frente da Toro Rosso no campeonato de Construtores. E foi chamado pela Ferrari para 2019.

Kimi Raikkonen ainda sabe o que é ganhar

Kimi Raikkonen é o piloto que vai ser substituído por Leclerc na Ferrari. Mas o finlandês de 39 anos, que regressa à Sauber, não se despediu da Scuderia onde esteve nove épocas entre duas passagens – com o título mundial de pilotos de 2007 – sem mais uma vitória. Raikkonen não vencia uma corrida desde março de 2013, na Austrália, e quebrou o jejum de 113 corridas (e cinco anos e meio depois) sem ganhar no GP dos EUA em outubro deste ano (provavelmente, a melhor corrida da época). Mas o «Ice Man» não bateu só recordes negativos (de jejum). Em setembro, fez a volta mais rápida da história da F1 rodando nos 5.793 metros da pista de Monza em 1m19.119s fazendo a média de 263,588 km/h.

Force India muda de dono

A Force India nascida em 2007 da compra da Spyker e com a designação Sahara Force India pelo meio foi colocada em administração judicial durante o fim de semana do GP da Hungria em julho deste ano e com a continuidade no Mundial de Fórmula 1 em risco. Mas não passou muito tempo até passar a Racing Point Force India depois de ser comprada por um consórcio liderado pelo empresário Lawrence Stroll – pai do piloto canadiano Lance Stroll – para poder continuar a competir. Em 2019, passa a ser Racing Point e contará com o jovem Lance ao lado de Sergio Pérez.

O Halo que entrou como «patinho feio»

As questões estáticas e algumas dúvidas quanto à eficácia na saída dos pilotos dos carros fizeram acompanhar a introdução pela FIA do Halo nos monolugares da Fórmula 1 de uma polémica que se foi mantendo... Depois do acidente envolvendo Fernando Alonso e Charles Leclerc [na imagem supra], no GP da Bélgica em agosto, e mesmo não se sabendo o que poderia ter acontecido ao monegasco sem o dispositivo de segurança para o cockpit, a polémica parece ter desaparecido de vez; mesmo que Nico Hulkenberg se tenha sentido “pendurado como uma vaca” quando o acidente no GP de Abu Dhabi, na última corrida da temporada, em novembro, deixou o Renault (e o piloto alemão) virado(s) de cabeça para baixo...

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