Primeiros campeonatos nacionais de simulação automóvel começam ainda neste ano

  • Redação Autoportal
  • 14 set, 09:20

Corridas virtuais estão a ficar (quase) mais sérias que o desporto automóvel e os primeiros campeonatos nacionais vão ser organizados por FPAK, ACP e Sports&You

Longe vão os tempos em que a utilização de um simulador de condução se resumia a uma consola de jogos e a um comando. A evolução da tecnologia e o prazer de conduzir virtualmente tiveram um crescimento gigante nos últimos anos e, hoje, já estamos num patamar muito diferente.

Aliás, tão diferente que até as instituições mais “sérias” já tiveram de olhar para este mundo dos eSports de outra forma e abraçar esta nova realidade, que até já é usada por diversos pilotos, não só por divertimento, mas também para conhecer novas pistas, pontos de travagem ou trajetórias mais adequadas.

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Além disso, estamos a falar de um mundo que já consegue movimentar cerca de mil milhões de dólares por ano e com um enorme potencial de crescimento. Até porque a audiência deste novo fenómeno já é superior a 500 milhões de pessoas em plataformas como o Twitch, o que gera um crescente interesse por parte das marcas. Em 2023, estima-se que a audiência dos eSports supere os 700 milhões de utilizadores.

Ao contrário do que se possa pensar, Portugal é um dos países com grande presença neste novo mundo e já há desportistas nacionais com grandes conquistas, mas também clubes com as suas próprias equipas de eSports e canais de televisão específicos para este tipo de conteúdo.

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No que diz respeito à simulação automóvel, a tecnologia disponível já consegue que as pistas sejam convertidas para um formato virtual através de um laser scan, com margens de erro que podem ser inferiores a um centímetro. E com os carros, acontece precisamente o mesmo, usando a mesma tecnologia, e há a possibilidade de afinar o seu desempenho através de inúmeros parâmetros, mas também com a ajuda da telemetria, quase como acontece com os modelos reais.

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A condução de um automóvel em simulador, não será, obviamente, tão real como acontece fora do mundo virtual, mas a verdade é que já não anda muito longe. A precisão da direção e o toque nos pedais têm um tato muito aproximado e preciso, com uma capacidade de reação quase idêntica dependendo dos equipamentos utilizados. E em pista podemos encontrar cenários de chuva e nevoeiro, mas também corridas de dia e de noite, de 24 horas, com danos, avarias, consumo de combustível e desgaste de pneus, passando pelas mais variadas modalidades.

Nas competições nacionais vão existir dois campeonatos nesta primeira fase: um de velocidade usando um monolugar Dallara F3 e com duas corridas de 25 e 40 minutos em cada evento e um campeonato de endurance destinado a equipas de três a seis pilotos, com automóveis de GT3 e que terão uma duração de 4, 6 ou 8 horas.

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O calendário das provas nacionais é o seguinte:

Calendário Portugal de Velocidade:

- Silverstone Circuit – 6 de outubro

- Laguna Seca – 20 de outubro

- Tsukuba Circuit – 10 de novembro

- Spa-Francorchamps – 24 de novembro

- Okayama Circuit – 8 de dezembro

- Oulton Park – 15 de de dezembro

Calendário Portugal de Endurance:

- 4h Road Atlanta – 25 de setembro

- 4h Suzuka Circuit – 30 de outubro

- 6h Spa-Francorchamps – 27 de novembro

- 4h Monza – 4 de dezembro

- 8h Road America – 18 de dezembro

Todos os participantes terão de estar federados na FPAK e ser detentores da Licença FPAK “E”, criada especificamente para estes novos eSports e que é gratuita. A pré-qualificação será entre os dias 17 e 21 de setembro, sendo que os 25 mais rápidos ficarão na Divisão 1, seguindo-se os 25 seguintes na Divisão 2 e assim sucessivamente. No final do campeonato, existirão prémios monetários para os vencedores, bem como para os primeiros 50 classificados de cada campeonato. O vencedor terá o título de Campeão Nacional e direito a um lugar na gala anual de vencedores da FPAK.

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O software utilizado nesta nova aventura será o iRacing, que é um dos que reúne a comunidade com maior número de utilizadores e estas provas não só têm o reconhecimento da FIA (Federação Internacional do Automóvel), como está completamente regulamentado pela FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting).

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