A F1 vai começar: o que precisa de saber de A(lfa romeo) a (p) Z(ero)

  • Pedro Calhau
Lewis Hamilton (Reuters)
Lewis Hamilton (Reuters)
Edição 70 do Mundial de Fórmula 1 começa na madrugada desta sexta-feira

A Fórmula 1 está de volta neste próximo fim de semana com o GP da Austrália a abrir o Mundial de 2019 no Circuito de Melbourne.

O campeonato arranca no percurso citadino de Albert Park como acontece há nove anos consecutivos. Lewis Hamilton e a Mercedes são os campeões em título de Pilotos e Construtores e partem, obviamente, como os primeiros favoritos.

Mas, à parte o óbvio, há muitas novidades na categoria rainha do desporto automóvel, que passam pelos regulamentos e, especialmente, pela formação da grelha de 2019 com apenas duas equipas a não trocarem pelo menos um dos seus pilotos em relação à época passada.

A campeã Mercedes e a Haas mantiveram os seus pilotos de 2018, mas, de forma oposta, houve quatro das dez equipas do pelotão que trocaram ambos: a Alfa Romeo (anterior Sauber), a McLaren, a Toro Rosso e a Williams.

Quanto às trocas de equipa, Kimi Raikkonen (o mais velho do pelotão) foi da Ferrari para a Alfa Romeo; Charles Leclerc fez o caminho inverso da anterior Sauber para a Scuderia; Carlos Sainz Jr. deixou a Renault para rumar à McLaren; Daniel Ricciardo trocou a Red Bull pela equipa francesa; Pierre Gasly foi promovido da Toro Rosso à equipa principal da marca de bebidas; e Lance Stroll deixou a Williams para ingressar na Racing Point.

Os regressos estão com Antonio Giovinazzi na Alfa Romeo e Daniil Kvyat na Toro Rosso e, claro está, o muito aguardado retorno de Robert Kubica à F1 pela Williams. Em estreia nas Corridas da categoria rainha do automobilismo estarão na Austrália Lando Norris (McLaren), George Russell (Williams) e Alexander Albon (Toro Rosso).

Dos 19 anos de Noris aos 39 de Raikkonen, esta passou a ser a grelha de partida mais nova da F1 quando o pelotão ficou definido no final do ano passado com 26,4 na média de idades entre os 20 pilotos titulares.

O Mundial de F1 n.º 70, que celebrará o seu Grande Prémio 1.000 na China (terceira prova da temporada), não terá quase alterações no calendário para além da antecipação do México em relação aos EUA, mas os regulamentos trazem mudanças que se espera significativas na aerodinâmica.

As maiores novidades estão com as asas: a dianteira é 20 cm mais larga, 2 cm mais alta e está colocada 2,5 cm mais à frente e sem aletas nas laterais; a traseira é 2 cm mais alta e 10 cm mais larga inovando com luzes de travagem. O DRS e as entradas de ar laterais também sofrem evoluções. E tudo isto tem como propósito potenciar as ultrapassagens pela diminuição da turbulência para quem vai atrás e com os ganhos aerodinâmicos.

As mudanças passam também pelos pneus, com a Pirelli a reduzir o número de opções do P Zero slick de sete para cinco (e apenas três cores) e mudando-lhes também a designação para C1 (branco), C2 (cinta branca), C3 (cinta amarela), C4 (cinta vermelha) e C5 (vermelho) do mais duro para o mais macio – os intermédios mantêm a cinta verde, assim com a cinta azul continua nos pneus de chuva.

A FIA introduziu também um novo modelo de capacetes que são mais absorventes da energia dos impactos e mais resistentes à perfuração e estabeleceu o uso de luvas biométricas que medirão a pulsação e os níveis de oxigénio no sangue em tempo real. E, nos últimos dias, ficou a saber-se que a volta mais rápida em Corrida dará um ponto extra para a Classificação do Mundial.

Com a Ferrari a ser a equipa mais dominadora nos testes de pré-época e os brilharetes de McLaren e Toro Rosso, a Mercedes ainda ‘não se mostrou’... A luta que a Ferrari e Sebastian Vettel conseguirão dar, respetivamente, à equipa alemã pentacampeã em título (a ganhar todos os mundiais de Construtores da era híbrida da F1) e ao pentacampeão mundial com quatro campeonato ganhos nos últimos cinco é a questão maior...

Mas outras há que seguem logo atrás daquela pole position: como se é neste ano que Max Verstappen ‘atinge a maturidade’ e se o seu Red Bull se chega mais à frente com o novo motor Honda anunciadamente mais fiável. Ao mesmo tempo, a mudança de Ricciardo para a Renault mantendo-se a competir com o mesmo motor que tinha em 2018 também não deixará de estar em foco na outra grande rivalidade entre equipas que tem 'aquecido'.

Muitos olhos vão estar também no regressado Kubica para ver em que ponto está o talento por todos reconhecido há uma década, apesar de ser no carro cujo pior desempenho do ano passado transpirou já para 2019 quando não conseguiu estar nas cinco primeiras sessões da pré-época deste ano.

Para além da avaliação do intervalo real entre as equipas da frente e ‘as outras’ (que falta ainda conhecer), a última referência fica para destacar a quantidade de ‘jovens lobos’ no pelotão e quem poderá sobressair – é uma verdadeira ‘alcateia’ com Leclerc à cabeça depois da época tremenda na Sauber e, agora, com o mesmo Ferrari de um Vettel cada vez mais pressionado...

Com todas estas questões no ar, a poeira vai começar a assentar já a partir da madrugada portuguesa desta sexta-feira (mais 11 horas em Melbourne) quando arrancarem os primeiros Treinos Livres da temporada 2019 da Fórmula 1.

O Circuito de Melbourne nas ruas de Albert Park tem um perímetro de 5.303 m, 16 curvas e duas zonas de DRS. A Corrida terá 58 voltas perfazendo um total de 307,574 km. Os pneus à disposição dos pilotos são os C2, C3 e C4. A volta mais rápida foi feita por Michael Schumacher (Ferrari) em 2004 com o tempo de 1m24.125s.

Horários do GP da Austrália (hora de Portugal Continental):

SEXTA-FEIRA

01h00 Treinos Livres 1

05h00 Treinos Livres 2

SÁBADO

03h00 Treinos Livres 3

06h00 Qualificação

DOMINGO

05h10 Corrida

  • TEMAS:
  • Fórmula 1

  • Lewis Hamilton

  • Sebastian Vettel

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