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Covid-19: quarentena em Itália deixa Ferrari, Yamaha e Pirelli isoladas

  • Redação Autoportal
Charles Leclerc (Lusa)
Charles Leclerc (Lusa)
Medidas para travar propagação do novo coronavírus apanham equipas da F1 e do MotoGP

O governo de Itália decretou um período de quarentena em grande parte do país para evitar a propagação do novo coronavírus e esse isolamento forçado de pessoas e regiões inclui os locais onde se encontram os centros de operações da Ferrari, da Yamaha e da Pirelli.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, anunciou a proibição de entradas e saídas de várias regiões do norte italiano “para conter a propagação do contágio” do Covid-19 com uma quarentena por enquanto imposta até 3 de abril (que pode afetar 16 milhões de pessoas).

Entre as zonas afetadas está Modena, onde se situa a base da Ferrari, o que pode colocar problemas à participação da equipa italiana no Mundial de Fórmula 1. Nesta altura, a Scuderia já terá o seu contingente a caminho da Austrália, onde o campeonato tem o arranque marcado para o próximo fim de semana de 13 a 15.

As questões logísticas e de meios podem começar a colocar-se depois quando o calendário da F1 se mantém com a segunda etapa agendada para dia 22, no Bahrain – com esta prova a confirmar a realização ao anunciar que o grande prémio decorrerá à porta fechada, sem publico.

Com a Lombardia e a sua capital também dentro da zona de quarentena, a fornecedora de pneus da F1 também se vê apanhada por este isolamento imposto, pois a Pirelli baseia a sua atividade a partir de Milão.

Na mesma região lombarda – a mais populosa de Itália – localiza-se o centro de operação da equipa de MotoGP da Yamaha, na cidade de Lesmo. O arranque do Mundial de MotoGP já está nesta altura adiado desde o cancelamento do GP do Qatar da categoria rainha que deveria realizar-se neste domingo.

O GP da Tailândia, inicialmente a segunda prova do calendário marcada para dia 22, foi adiado para outubro, e o arranque do Mundial de MotoGP está nesta altura previsto para o fim de semana de 5 de abril com o GP das Américas, em Austin (EUA), cidade que também declarou “estado de emergência”.

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