Peugeot desvenda a mecânica do Hybrid4 de 680 cv para o WEC

  • Redação Autoportal
  • 16 dez 2020, 16:32

Marca francesa estará de volta à Resistência na categoria de hipercarros

A Peugeot estará de volta às 24 Horas de Le Mans e ao Mundial de Resistência em 2022 e, depois de já ter revelado as linhas do seu hipercarro para a nova categoria do WEC (os novos LMH), desvenda agora em pormenor as características técnicas da mecânica do Hybrid4 500 kW no cumprimento dos regulamentos da FIA.

A tecnologia híbrida combina um motor V6 biturbo de 2,6 litros de 500 kW (680 cv) de potência – posicionado atrás do piloto para propulsão das rodas traseiras – com um motor/gerador elétrico de 200 kW (272 cv) instalado à frente (e incidindo apenas nas rodas dianteiras) e tendo associada uma bateria de elevada potência codesenvolvida pela Peugeot Sport e pela Total – posicionada numa estrutura em carbono, colocada sob o depósito de combustível, atrás do piloto, no interior da estrutura monocoque do hipercarro.

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A transmissão às quatro rodas e a caixa sequencial robotizada de 7 velocidades integram um sistema inteligente para gestão da cadeia de tração e dos fluxos de energia. A caixa será comandada eletricamente através de patilhas no volante. O sistema de travagem “Brake by Wire” da Peugeot Sport terá uma gestão 100% eletrónica.

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Com um motor térmico de 500 kW (680 cv) e um motor/gerador elétrico de 200 kW (272 cv), o Peugeot Hybrid4 500kW tem de saber gerir esta potência para cumprir o regulamento que permite apenas uma potência máxima de 500 kW em corrida.

Como a utilização de energia elétrica entre os 0 e 120 km/h também está proibia pelo regulamento, as acelerações serão alcançadas apenas com recurso ao motor térmico. O motor/gerador elétrico entrará em ação quando a velocidade necessária for atingida.

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Em plena carga, o motor V6 biturbo contém a sua potência até um máximo de 300 kW (408 cv) modulando-a em função da potência disponível do motor/gerador elétrico de 200 kW (máximo regulamentar), que depende diretamente do nível de carga da bateria.

Quando o motor/gerador elétrico é solicitado, a viatura passa automaticamente para as quatro rodas motrizes – o que permite um comportamento e uma estabilidade diferentes em curvas negociadas a alta velocidade, por exemplo.

Quando a bateria de elevada densidade esgota a energia, o motor térmico regressa aos 500 kW (680 cv). A viatura passa, assim, ao sistema de propulsão. Para as corridas, a bateria será carregada a 100% antes da partida através de um dispositivo híbrido plug-in. Em pista, a bateria será totalmente autónoma, recarregando-se por si graças à energia cinética gerada pelas travagens.

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Em complemento, o regulamento prevê duas exceções: 1) um aumento da potência do bloco térmico em 3% - para um total de 515 kW (700 cv) – no final da linha de meta quando a bateria se encontrar vazia (o motor/gerador elétrico desempenha o papel de alternador em 15 kW); 2) a possibilidade de utilizar o motor térmico ou o elétrico, ou ambos em simultâneo quando em circulação na linha de boxes, local onde a velocidade é limitada a 60 km/h.

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