GP do Bahrain: Hamilton ganha mais uma em dia de milagre para Grosjean

  • Redação Autoportal
  • 29 nov 2020, 17:29
Manuel Luís Goucha e Vasco Palmeirim

Hamilton ganhou corrida que começou com acidente brutal na violência e aparato, mas que teve um final feliz

Lewis Hamilton venceu o GP do Bahrain de Fórmula 1 deste domingo finalizando uma Corrida que começou de forma assustadora. Logo à primeira volta desta 15.ª prova do Mundial de F1, Romain Grosjean sofreu um acidente violentíssimo que deixou o Haas partido em dois e num mar de chamas.

O primeiro sublinhar vai para o facto de que o francês deixou o que restava da célula de proteção do Haas a arder pelo seu próprio pé tendo sofrido ferimentos menores em relação ao susto, de acordo com os primeiros relatos.

Max Verstappen foi o segundo classificado na pista de Sakhir e Alex Albon foi o terceiro. O campeonato já com campeões decididos ficou mas apimentado nos lugares seguintes, mas, a isso, já lá voltamos.

Os primeiros relatos do que se passou neste domingo voltam a ter de dirigir-se para o que se passou logo após a partida, ainda na primeira volta, com o acidente do piloto francês da Haas.

E há dois momentos a destacar. O acidente aconteceu logo numa das primeiras curvas com o Haas a fletir em reta para a sua direita cruzando para a frente do AlphaTauri de Daniil Kvyat havendo um choque que deixou o carro de Grosjean sem controlo e a ir bater a alta velocidade nos ralis.

O impacto foi de tal forma forte que o Haas se partiu em dois atravessando os rails com a parte a frente. Lá dentro ficou o piloto. No conjunto, ficou tudo a arder num verdadeiro mar de chamas. Grosjean saiu ‘lá de dentro’ pelo seu próprio pé para entrar no caro médico, para ser depois amparado para dentro de uma ambulância.

Descrito o primeiro momento, destaca-se o segundo: depois do terror vivido houve lugar ao milagre de tudo parecer ter terminado com as mínimas consequências humanas possíveis. Grosjean parece ter tido ‘apenas’ ferimentos ‘ligeiros’ para o que aconteceu.

É que este ‘milagre’, ao lado de todos os fatores que o acaso junta nestas situações teve a ‘ajuda’ de tudo o que tinha de funcionar ter funcionado bem. Nomeadamente, primeiro, a evolução nos sistemas de segurança, que funcionaram e protegeram o piloto: desde o fato e o seu equipamento, à importância do halo, à proteção conseguida pela célula de segurança do monolugar.

Depois dos elementos de base que funcionaram bem, a assistência ao acidente foi de uma competência de igual forma exemplar, com a equipa médica – que segue o pelotão de carros na primeira volta – a ser a primeira a reagir contra o acidente e contra as chamas e a ajudar Grosjean a sair daquela cena infernal – sendo secundada depois pelos comissários.

O relato dos factos está feito – como foi feito na altura em que seguimos e noticiámos esses mesmos facto em direto, com as imagens e as palavras vistas e vividas na altura. Quem quiser vê-los ou revê-los, na visão de como foi e nas palavras vividas na altura, pode fazê-lo aqui. Mas, nesta altura da crónica, passados o susto e o acontecer dos factos, o ponto de situação que fazemos é o do ‘final feliz’, apesar de tudo.

Romain Grosjean tinha algumas queimaduras nas mãos e nos tornozelos depois de escapar do acidente pelo seu próprio pé, de ter estado no carro médico antes de ir de ambulância para o centro médico da pista – com indicações da Haas de estar “ok” – e indo depois para o hospital fazer exames de precaução. E é com esse final feliz que rematamos o acontecido por aqui.

Voltamos ao que se passou em corrida. O que se passou após o recomeço deu seguimento à primeira partida, na qual Bottas foi quem perdeu mais caindo para o sexto lugar antes da interrupção. O recomeço foi feito pela ordem em que os pilotos estavam quando tinha surgido a bandeira vermelha.

Este recomeço voltou a ser atribulado em incidentes, com Lance Stroll a ficar virado ao contrário depois de um choque com Kvyat. Saído o Safety Car, Hamilton manteve a liderança sempre mantida desde a pole position. Max Verstappen fez o mesmo em relação ao segundo lugar obtido desde o primeiro arranque. Pérez idem em terceiro e Alex Albon ibidem em quarto.

O maior perdedor – um dos dois, mas o que foi a desilusão – foi Bottas. O finlandês apostou numa ida às boxes durante o Safety Car após o recomeço e a queda na classificação transformou-se numa Corrida feita na sua maior parte na segunda metade do pelotão. Na frente, estratégias diferentes que se traduziram em resultados idênticos acabaria por deixar quase tudo como estava.

Hamilton seguiu para mais um triunfo incontestado, Verstappen sucedeu-lhe e Pérez só não ficou com o pódio ‘anunciado’ porque o Racing Point cedeu a quatro voltas do final deixado o mexicano como o outro perdedor. Albox viu o terceiro lugar cair-lhe no colo e a Rad Bull conseguiu dois lugares no pódio.

O Filme da Corrida

Numa corrida em que Renault, McLaren e Racing Point mantiveram muita disputa na luta pelo terceiro lugar do Mundial de Construtores, o azar bateu à porta de Pérez. A Racing Point não só ficou sem qualquer ponto nesta corrida, como o mexicano acabou ultrapassado por Daniel Ricciardo no quarto lugar da tabela de Pilotos – assim como a McLaren passou para o quarto lugar nos Construtores.

A juntar a este aumento de incerteza no campeonato ‘dos outros’, a desilusão Bottas reforçou as esperanças e Verstappen aina poder chegar ao segundo lugar do campeonato, pois a diferença do holandês para o piloto da Mercedes, quando ficam a faltar duas corridas passou a ser de 12 pontos.

Classificação do GP do Bahrain:

Classificação do Mundial de Pilotos:

1. Lewis Hamilton (Mercedes), 332 pontos (Campeão)

2. Vatteri Bottas (Mercedes), 201

3. Max Verstappen (Red Bull), 189

4. Daniel Ricciardo (Renaut), 102

5. Sergio Pérez (Racing Point), 100

6. Charles Leclerc (Ferrari), 98

7. Lando Norris (McLaren), 86

8. Carlos Sainz (McLaren), 85

9. Alex Abon (Red Bull), 85

10. Pierre Gasly (AlphaTauri), 71

(...)

Classificação do Mundial de Construtores:

1. Mercedes, 533 pontos (Campeã)

2. Red Bull, 274

3. McLaren, 171

4. Racing Point, 154

5. Renault, 144

6. Ferrari, 131

7. AlphaTauri, 97

(...)

[artigo atualizado]

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