Hamilton obrigado a fazer esclarecimento após má interpretação do que disse

  • Redação Autoportal
Lewis Hamilton (Austrália, 2017)
Lewis Hamilton (Austrália, 2017)

Lewis Hamilton deu uma entrevista à «BBC» pronunciando-se sobre os locais de vários grandes prémios e as palavras sobre a Índia causaram alguma polémica. O piloto inglês foi mal interpretado em relação ao que disse sobre o país e viu-se obrigado a ter de esclarecer quem não entendeu o que ele disse no primeiro momento.

Na parte da entrevista em que estava a ser falado o calendário da Fórmula 1, Hamilton defendeu a realização de mais corridas países que têm tradição no desporto, como Inglaterra ou Itália.

E, sobre localizações mais raras, como aconteceu com a Índia em 2011 e 2013, ou irá acontecer com o Vietname em 2020, o piloto inglês da Mercedes manifestou certas reservas. Estas foram as palavras de Hamilton na íntegra em relação a esta questão envolvendo a Índia.

“Eu já estive no Vietnam e é lindo. Eu já estive na índia para uma corrida que era estranha porque a Índia é um sítio tão pobre, [e] no entanto, tínhamos este enorme, lindo circuito de corridas feito no meio do nada. Senti um grande conflito interior quando fui àquele gramde prémio.”

“Tivemos um grande prémio na Turquia e quase ninguém foi. Boa pista, bom fim de semana, mas uma fraca audiência”, exemplificou ainda Hamilton nas palavras para a «BBC».

Ora, destas palavras, as que referiram «pobre Índia» motivaram indignação de quem as ouviu por si só. A defesa do seu autor não deixou de ser feita pela sua equipa. A Mercedes respondeu nas redes sociais que se estava a “distorcer” o que Hamilton tinha dito, pois, o inglês quis referir-se à discrepância entre ricos pobres naquele país.

E para quem ainda não tivesse entendido, a Mercedes encaminhou as pessoas para o tal esclarecimento feito pelo próprio Lewis Hamilton, que fez um pedido: "Leiam por favor".

O inglês viu-se, assim, obrigado a explicar que quis dizer que a Índia, país que louva pela beleza, “enquanto é a economia em maior crescimento também tem muita pobreza”.

“A minha referência foi a de que um grande prémio lá era dasva uma sensação de estranheza por fazermos o caminho a passar por pessoas sem casa e depois chegarmos a uma grande arena onde a questão do dinheiro não se colocava. Gastaram centenas de milhões numa pista que agora nunca é utilizada. Esse dinheiro podia ter sido gasto em escolas e casas para aqueles que precisam.”

Embaixador da UNICEF, Hamilton recorda ainda que, quando a F1 correu na Índia “ninguém foi ver porque era provavelmente muito caro ou não havia interesse”.

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