O Falcão e o triunfo com dedicatória: “Não me via a chegar em 3.º ou 2.º”

  • Redação Autoportal
Miguel Oliveira (Lusa)
Miguel Oliveira (Lusa)
Piloto português explicou que trabalhou para a oportunidade e que soube agarrá-la

Miguel Oliveira viu reconhecida por todos (ou quase) a inteligência com que geriu a corrida e o momento decisivo que lhe deu a primeira vitória no MotoGP. O piloto português da Tech3 KTM não deixou de dedicar o triunfo à sua equipa e, nas primeiras palavras públicas em Portugal, explicou que esse trabalho desenvolvido só podia dar-lhe vontade de ganhar quando a oportunidade surgiu.

A propósito da inteligência demonstrada, Miguel Oliveira explicou que “a última volta de ontem [domingo] foi o aproveitar de oportunidades”. “E colocar-me no sitio certo à hora certa”, rematou o piloto português antes de apontar o turbilhão de emoções vencedoras.

“Eu próprio estava arrepiado Tudo se passou muito rápido. Ver-me a chegar à bandeira de xadrez em primeiro lugar é uma explosão de adrenalina imensa. Foi das vitorias que mais emoção me deu, por ser no MotoGP, tão sonhada e desejada.

Eu esperava um pódio primeiro. Mas tudo começa por acreditarmos. E, ontem, eu não me via a chegar em terceiro ou em segundo. O aproveitar da oportunidade fez-me acreditar que realmente o primeiro lugar era possível. Ontem parecia um sonho, mas, felizmente. vivi-o bem acordado.”

Miguel Oliveira contou como esse sonho também era partilhado por toda a sua equipa e também como a frustração do acidente no GP da Áustria serviu de motivação para conseguir o que era visto como ao alcance.

“Na equipa, era um ambiente de já querermos a desforra. Já toda a equipa pressentia que, de uma forma ou de outra, o bom resultado iria chegar, por todo o trabalho que temos feito. O que se passou no domingo [na Áustria] foi frustrante, mas acabou por ser um incidente de corrida, que podia ter sido evitado, obviamente. Mas isso já não entra sequer em discussão.

Ir de um ponto baixo para um tão alto explica-se com o facto de nós acreditarmos, continuarmos a trabalhar, focarmo-nos naquilo que tinha sido muito positivo nesse fim de semana, que era o facto de estarmos muito competitivos, lutarmos pelo pódio. E ficámos apenas com isso: retirámos o positivo e usámos toda aquela frustração, toda a aquela raiva como uma impulsão para fazermos um bom trabalho neste fim de semana que passou.”

No final, fez-se história por várias razões na estreia de Miguel Oliveira e a Tech3 a vencerm no MotoGP.

“Foi uma corrida muito lutada, bonita. Há quem diga que não foi uma corrida normal, mas a oportunidade esteve lá para todos aqueles que a pudessem agarrar. E, felizmente, quem a agarrou fui eu. É muito lisonjeante para mim enquanto piloto da Tech3 poder dar esta vitoria à equipa num grande prémio especial onde se celebrava 900 grandes prémios e eu também celebrava o grande prémio número 150 da minha carreira. Fez-se história em muitos aspetos.”

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