Ducati não se intimida: “Correremos com o spoiler na Argentina”

  • Redação Autoportal
A Ducati da polémica no GP do Qatar

A polémica sobre a utilização pela Ducati do spoiler à frente da roda traseira no GP do Qatar, que é contestado pelas outras fabricantes, não demove a equipa italiana das suas intenções. E a garantia dada é a de que não vai alterar nada na Argentina.

O triunfo de Andrea Dovizioso na prova de abertura do Mundial de MotoGP mantém-se ‘ameaçado’ pelo recurso de Honda, Suzuki, Aprilia e KTM para o Tribunal de Apelo da Federação Internacional de Motociclismo (FIM). Mas, enquanto não há decisão na secretaria, a Ducati mostra-se convicta da sua razão e assume que não há nada que mudar.

“Por que tenho de esperar por uma clarificação? Estou absolutamente convencido de que tenho uma solução legitima para usar na moto. E por que vem o meu adversário dizer-me que não posso usá-la? Não faz sentido. Estou convencido de que esta solução cabe nos regulamentos por que os respeita”, afirmou Gigi Dall’Igna frisando a “aprovação” pelo diretor técnico da FIM.

O diretor técnico da Ducati afirma ao «GPone.com» que “o objetivo deste sistema não é gerar pressão aerodinâmica”, mas sim “arrefecer o pneu traseiro” e que “pensar em melhorar a estabilidade com a pressão gerada por aquela coisa ali é simplesmente ridículo”,

Assumindo-se “sereno” enquanto se espera pelo resultado do recurso, o responsável da Ducati mostra-se também inamovível para o GP da Argentina: “Iremos com a mesma configuração do Qatar, pois, repito, considero-a legitima.” “E não posso ser intimidado pelos meus adversários, pelo contrário”, frisou Dall’Igna.

O GP da Argentina é a segunda ronda do Mundial 2019 de MotoGP e decorrerá no último fim de semana deste mês de março, entre os dias 29 e 31. Já também nesta quarta-feira, depois das garantias de Dall’Igna, a FIM declarou em comunicado citado pelo «GPone.com» que o Tribunal de Apelo “decidirá antes do GP da Argentina”.

[Na galeria associada, pode ver o spoiler na Ducati de Andrea Dovizioso, por contraste com a Honda de Marc Márquez e a Suzuki de Álex Rins.]

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