Serpa aguarda pelo primeiro circuito do mundo pensado para carros elétricos

  • Redação Autoportal
  • 12 jan, 11:40
Porsche Fórmula E
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Investimento de 16 milhões de euros prevê criação de complexo turístico, desportivo e tecnológico

A empresa Circuito do Sol pretende criar um complexo turístico, desportivo e tecnológico no concelho de Serpa (distrito de Beja) num investimento de 16 milhões de euros que inclui um circuito automóvel vocacionado para carros elétricos e um centro de desenvolvimento.

O projeto “Circuito do Sol – Circuito de Treino de Automóveis e Equipamentos de Apoio” passa pela reconversão e ampliação do antigo kartódromo deste concelho, que está desativado, criando a primeira pista do mundo “pensada e desenhada” para veículos elétricos.

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O investimento promovido pela Circuito do Sol dos empresários Raul Garcia Isern (espanhol) e Lars Lindberg (sueco) aguarda decisão para avançar depois de o respetivo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) ter estado em consulta pública entre agosto e setembro de 2021.

O EIA consultado nesta quarta-feira pela agência Lusa indica que os empresários são sócios de uma empresa ligada ao desporto motorizado em Málaga (Espanha), possuindo “um vasto currículo na gestão e manutenção de carros de corrida” e representando “várias marcas de carros de corrida para a Península Ibérica”.

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Está previsto que o projeto seja desenvolvido numa propriedade com 62,7 hectares na freguesia da Vila Verde de Ficalho incluindo a criação de um complexo “turístico, desportivo e tecnológico” vocacionado para a prática do desporto motorizado, “com uma componente de desenvolvimento e inovação ao nível dos veículos elétricos”.

As primeiras duas fases do projeto, que justificaram o EIA, estimam a criação do circuito automóvel, assim como de edifícios de apoio, de um hotel rural com 14 unidades de alojamento (‘vilas’ de tipologia T2) e do centro de desenvolvimento tecnológico de veículos elétricos (DEAL – Development Eletric Auto Lab) recorrendo ao circuito para os testes.

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A pista deverá ocupar uma área de “aproximadamente 10 hectares” e tem como objetivo ser “100% sustentável” e a primeira “pensada e desenhada” para veículos elétricos a nível mundial.

Com uma extensão de 2.978 metros, o circuito vai ter uma infraestrutura que "permitirá carregar até 30 veículos” elétricos, mas, “nos primeiros anos de exploração” será possível utilizar a pista com “viaturas a combustão” a gasolina ou gasóleo.

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A empresa promotora do investimento prevê no EIA que o “Circuito do Sol” inicie este ano a sua atividade estimando a criação de até “cerca de 40 postos de trabalho”. Para o futuro, nas fases 3 e 4, os investidores querem criar uma pista oval para testes em piso molhado, um circuito 4x4, uma pista para motocrosse elétrico, uma escola de condução e um empreendimento turístico de cinco estrelas.

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