Tesla Model S: o prazer da atual condução moderna

  • Pedro Calhau
O Tesla Model S100D

'Sedan' 100% elétrico cheio de poder, tecnologia e conforto

A mobilidade automobilística do presente passou a ter no ‘seu’ léxico termos como “assistência à condução”, “elétrico”, “autónomo” e “autonomia” e outros como integrantes da sua irreversível atualidade.

Os Tesla estão na vanguarda da prática desse ‘novo’ vocabulário. No Autoportal, conduzimos um Tesla Model S para constatar isso mesmo; e, em síntese, desfrutando do prazer da atual condução moderna.

A versão do Telsa Model S experimentada foi o 100D, cuja segunda vida no mercado se faz agora sob a designação Long Range. Estamos a falar de um ‘sedan’ de luxo; grande, espaçoso, com umas linhas desportivas, dentro da elegância do seu grande porte, muito atrativas.

E estamos também a falar de um carro com uma capacidade e com um poder enormes. Totalmente elétrico, com um motor em cada um dos eixos, tração integral, o Model S 100D tem prestações de fazer inveja até a alguns desportivos.

Os 100 km/h são alcançados em 4.3 segundos do alto da sua potência de 311 kWh (mais de 420 cv) e 660 Nm de binário. E este é um dos prazeres deste carro totalmente elétrico na sua condução: o ‘coice’ que dá numa aceleração direta com a pressão no acelerador.

Mas não se habitue – para não criar dependência... Não é preciso exceder limites para desfrutar da capacidade deste carro que, por ser silenciosa, requer alguma atenção. Num mundo em que os elétricos ainda são a minoria convém contar que a maioria não conta consigo. Porque, quando eles dão por nós, já lá estamos, em silêncio…

Esta condução de alta performance é feita com o conforto de um carro de luxo. Em Fátima, onde experimentámos o supercarregador da Tesla, cruzámo-nos com vários clientes da marca. As palavras de um deles – que não vale a pena identificar – merecem referência.

Foram palavras sobre uma outra berlina de excelente desempenho que ele também tem, com uma potência na ordem dos 500 e muitos cv – que também não vale a pena identificar. E disse-nos: “Desde que tenho este Model S, há cerca de quatro meses, ainda não peguei no outro.”

Já lhe dissemos. A condução do Model S ‘agarra’. Mas não é apenas pelas suas capacidades. E, já agora que ‘se passou’ pelo supercarregador da tesla em Fátima, a bateria de 100 kWh de capacidade é carregada (nestas supercondições) em menos de uma hora para garantir mais de 500 km em circulação dentro de um armazenamento que ronda os 600 km em modo combinado entre estrada e cidade.

Neste intercalar da velocidade de cruzeiro para o ‘para-arranca’ desfruta-se nas suas respetivas forma das várias outras comodidades deste carro cheio de tecnologia com várias opções dentro dos diferentes modos que ‘assistem’ uma condução com prazer. E sempre confortável.

Desde o ‘cruise control’ ou o suave assistente de manutenção de faixa, tão úteis na autoestrada (na estrada precisa-se de ter a ‘colaboração’ das boas marcações), à suspensão ajustável em vários níveis para melhor adaptação à via; dos modos de aceleração conjugados com as opções de definição do volante; dos modos de controlo de velocidade que podem ser assistidos pelo avisador de colisão para ter uma circulação ‘estanque’, ao assistente de estacionamento conjugado com câmaras de visão a 360º, até aos travões regenerativos – é uma miríade tecnológica espelhada num gigante ecrã de 17 polegadas para uma ótima navegação.

Dependerá do gosto, mais ou menos purista, mas outra característica que nos ‘agarrou’ foi a travagem regenerativa, não só para carregamento da bateria (a todo o longo entre eixos baixando o centro de gravidade e dando uma estabilidade impressionante a um carro de dimensões significativas que pede para se enfrentar as curvas em estrada dada a sua tremenda estabilidade), como no conforto da condução. É um excelente assistente e, em cidade, descomplica tanto...

As generosas dimensões são compensadas com sensores que avisam para objetos ‘por todo o lado’ – menos para os passeios se for estacionar ‘em espinha’... Mas, com tanta ajuda disponível, não é um problema circular em cidade sentado numa poltrona de conforto e com espaço lá dentro para dar e vender e com materiais de qualidade. E, falando de espaço, não só há uma ampla bagageira, como há um segundo compartimento para bagagem à frente – ou não se estivesse a falar de um 100% elétrico...

Entre o tanto que o Tesla Model S 100D (agora Long Range) oferece, o preço a rondar os 90 mil euros será um dos fatores decisivos ou inibidores para a sua escolha (tendo para esta assunção em conta o salário médio português). Mas, para bolsos menos cheios, há um Model 3 da marca acabado de chegar...

No presente, uma coisa podemos garantir: por agora, um Tesla a passar ainda ‘faz parar o trânsito’ por tudo o que significa atualmente. Não se surpreenda se for ao volante e surpreender alguém por quem está a passar.

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