Rússia poderá vir a atribuir subsídios para compra de carros elétricos

  • Redação Autoportal
  • 24 ago, 10:40
Reuters
Carregamento elétrico
Carregamento elétrico

Com o objetivo de estimular o setor, os clientes de automóveis elétricos, na Rússia, poderão vir a receber um subsídio em torno dos sete mil euros

Num país produtor de petróleo e gás, era expectável que a utilização de automóveis elétricos não tivesse o mesmo crescimento que se tem vindo a registar em diversas outras zonas do planeta, mas o governo pretende estimular este sector com um forte investimento financeiro.

A atribuição de um subsídio está na base da conquista de novos adeptos desta tecnologia, sendo que o valor poderá chegar aos 625 mil rublos (cerca de 7200 euros), no momento da compra de um automóvel elétrico produzido em solo nacional.

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O primeiro problema é que não existe qualquer automóvel elétrico a ser produzido na Rússia. No entanto, o governo também está a desvendar planos ambiciosos para este sector, apresentando números em torno das 220 mil unidades produzidas anualmente até ao ano 2030. Este crescimento tem despertado um grande interesse por parte dos construtores de automóveis, que veem com muito bons olhos a produção de automóveis elétricos localmente.

Veja aqui: Na Rússia um carro elétrico custa menos que um Lada
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Afinal, de um total de cerca de 45 milhões de automóveis que circulam atualmente na Rússia, apenas 11 mil são elétricos e a grande maioria destes são automóveis adquiridos no mercado de usados e com um custo mais elevado que uma opção equivalente, equipada com motor de combustão. E é justamente aqui que o subsídio começa a fazer todo o sentido, uma vez que, segundo Maxim Kolesnikov, do Ministério da Economia, “tem o objetivo de tornar os automóveis elétricos de fabrico russo mais acessíveis para os consumidores, estimulando o crescimento do sector”, tal como referiu numa entrevista à Reuters.

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Além de tudo isto, uma maior utilização de automóveis elétricos, também poderá ajudar a Rússia a atingir os objetivos de redução de carbono, definidos pelo pacto climático de Paris, ao qual aderiu em 2019. Este pretende reduzir as emissões em cerca de 70 por cento até ao ano 2030, face aos valores registados em 1990, uma meta que não parece ser assim tão complicada de alcançar, devido, principalmente, à desindustrialização que se tem verificado naquele país desde a dissolução da União Soviética, em 1991.

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