Testámos o Mercedes A 250e: um híbrido plug-in urbano e eficiente

  • Redação Autoportal
  • 8 dez 2020, 11:30

Classe A 250e constitui uma interessante proposta de ligar à corrente de vocação urbana

A Mercedes continua a apostar forte na estratégia de eletrificação dos seus modelos e o Classe A 250e, constitui uma das mais recentes apostas da marca germânica nas variantes híbridas plug-in.

Aquele que é um dos modelos mais importantes da estratégia comercial da marca de Estugarda, passa a dispor de uma motorização híbrida plug-in que no teste realizado revelou ser eficiente e capaz de surpreender os mais desatentos nestas coisas das motorizações híbridas em matéria de consumos.

Mas antes de falarmos em particular da motorização do Mercedes-Benz A 250e híbrido plug-in, referir que esteticamente, este modelo é muito idêntico à versão com motor de combustão, com algumas diferenças que se prendem com os menus específicos do sistema de infoentretenimento sobre o sistema híbrido, bem como o logo EQ Power, colocado nas laterais do veículo, que identifica que estamos perante um híbrido plug-in.

Para além disso, a montagem da bateria que alimenta o motor elétrico, retirou algum espaço à bagageira que passa a dispor de 310 litros, o suficiente para as deslocações diárias e algumas escapadelas de fim de semana com a família.

No que toca à motorização, o Mercedes-Benz A 250e apresenta-se com um bloco a gasolina de 1.33 litros de quatro cilindros que debita 160 cv de potência e um binário de 230 Nm, que combina com um motor elétrico de 102 cv e 300 Nm.

Desta forma a potência combinada é de 218 cv e um binário máximo de 450 Nm.

O motor elétrico de 75 kW, está integrado na caixa automática de dupla embraiagem com oito velocidades, e é alimentado por uma bateria de iões de lítio com 15,6 kWh de capacidade e apresenta uma autonomia em modo 100% elétrico até 69 km no ciclo WLTP, o que se referia que é mais do que suficiente para as voltas do dia-a-dia, de casa para o trabalho, com passagem pela escola dos mais novos, ou mesmo por idas às compras.

A verdade é que no teste efetuado, quase sempre rodamos em modo elétrico, tirando partido deste híbrido plug-in que se mostrou bastante eficiente e capaz de responder às necessidades de quem vive e trabalha nas grandes cidades ou nas periferias mais próximas, sendo certo que o ideal é podermos carregar a bateria, duas vezes por dia, ou seja, quando chegamos ao trabalho e depois ao final do dia, quando chegamos a casa.

Desta forma é fácil ter sempre a bateria com carga, não sendo necessário recorrer ao motor a gasolina para nos deslocarmos ou mesmo para carregar a bateria.

Quanto ao carregamento da bateria numa Wallbox de 7,4 kW com corrente alternada (AC) a bateria demora 1h45m a carregar de 10 a 80%, enquanto se recorremos a um carregador DC de 24 kW é possível realizar o mesmo carregamento em 25 minutos.

Sentados ao volante do Mercedes-Benz A 250e, facilmente percebemos que o conforto é a palavra de ordem, sendo fácil encontrar a posição de condução.

O sistema de infoentretenimento MBUX conta com dois ecrãs horizontais, com o painel de instrumentos mais pequeno, um menu para controlo e acompanhamento do híbrido, para além de comandos por voz com ‘Hey Mercedes’.

Colocado em andamento percebemos facilmente a suavidade de condução deste híbrido plug-in, que responde com facilidade à pressão do acelerador, sempre que solicitado, mesmo quando viajamos com quatro pessoas.

No entanto, é fácil perceber que para conseguirmos médias de 1.7 litros aos 100 km, temos de potenciar sempre que possível a regeneração energética, e dessa forma aliviar o acelerador ou travar mais cedo, sempre que possível, e utilizar as patilhas atrás do volante para aumentar ou diminuir a força de regeneração.

Ou seja, não pense que as patilhas no volante são apenas para passar de caixa de uma forma mais desportiva, é que essa situação só se verifica em modo híbrido, já que em modo elétrico as patilhas são usadas ajudar o condutor a aumentar a regeneração e a desaceleração, se clicarmos na patilha do lado esquerdo enquanto a da direita, permite que o Mercedes-Benz A 250e rodar de forma mais ‘solta’.

O Classe A híbrido plug-in apresenta vários modos de condução a partir do Dynamic Select, ‘Electric’, ‘Eco’ e ‘Battery Level’, este último permite reservar nível de carga da bateria num determinado momento para utilização posterior em circuitos urbanos.

Para além disso também podemos usufruir do modo ‘Sport’, que contribuir para tirar mais partido de uma maior dinâmica do Mercedes-Benz A 250e, que nos agradou bastante.

A eficiência de condução estende-se às passagens de caixa que são praticamente impercetíveis, com o Mercedes-Benz A 250e, sempre a responder bem às solicitações, mesmo em estradas mais sinuosas e quando o ritmo de condução é mais forte, onde este Classe A híbrido plug-in não deixa de curvar com naturalidade e segurança, revelando uma direção precisa.

No que toca a consumos, foi interessante constatar que no teste realizado de 100 km entre autoestrada, cidade e estradas sinuosas, conseguimos percorrer 70 quilómetros em modo elétrico e alcançar um consumo de energia de 10.7 kWh/100 km, e 1,7 litros de combustível, sendo certo que o fizemos nos modos de condução Éco’ e ‘Electric’, de forma a ter uma perceção mais real de uma utilização adequada de um híbrido plug-in.

Já no que toca a preços, a versão ensaiada tem um custo de 44.200 euros, já que dispõe de alguns extras, entre os quais se destaca o pack AMG, que inclui Suspensão Conforto, Design Exterior AMG, Bancos desportivos e jantes AMG em liga leve de 18 polegadas.

Contudo a versão base deste Mercedes-Bez A 250e, que provou ser um modelo eficiente e ideal para a utilização nas deslocações urbanas, arranca nos 40.800 euros.

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