Designers estão a recriar regras com décadas de existência com as novas "grelhas" dianteiras

  • Redação Autoportal
  • 9 jul, 17:11
Designers estão a recriar regras com décadas de existência
Designers estão a recriar regras com décadas de existência

A secção dianteira de cada modelo é quase o seu cartão de visita, mas nesta nova era, esta área pode ser uma autêntica tela em branco

O novo mundo da eletrificação e a arrumação dos seus mais variados componentes estão a fazer com que as equipas de design das mais variadas marcas tenham uma excelente oportunidade de inovar em pontos onde até agora era muito mais complicado fazê-lo.

Um dos melhores exemplos está secção dianteira de diversos modelos, que não só tinham de obedecer a necessidades de elementos mecânicos, relacionados com a refrigeração dos motores de combustão e de outros componentes, por exemplo, como também à linguagem estética que caracteriza cada marca e que obedecia a conceitos que já existem há décadas.

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Ainda assim, há quem continue a defender que a grelha dianteira de um automóvel continua a ser totalmente necessária, uma vez que não só é um dos primeiros pontos para que todos olhamos, como continuam a existir componentes que precisam de ser refrigerados, tais como os radiadores dos sistemas de ar condicionado, os sistemas de refrigeração das baterias e diversos outros.

Do lado oposto da frente de batalha, há quem defenda a ideia de que a grelha dianteira é totalmente dispensável e que oferece agora a oportunidade de recriar uma nova imagem para cada marca e até um novo visual para os sistemas de iluminação em LED, que também se encontram cada vez mais avançados.

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Tudo isto, no entanto, é retirado de um plano teórico, mas que olharmos para aquilo que algumas marcas já andam a fazer, vemos que não estamos muito longe disso. Em primeiro lugar temos de pensar que os motores elétricos ocupam muito menos espaço que os motores de combustão.

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No caso de alguns fabricantes, este até se encontram arrumados entre as rodas de cada eixo. Em contrapartida, passou a ser necessário espaço para as baterias, mas também estas parecem estar a ser colocadas sob o piso do habitáculo, numa espécie de skate, deixando mais espaço disponível a bordo.

Alguns dos primeiros modelos elétricos a chegarem ao mercado não foram criados de raiz com esse fim e eram apenas versões elétricas de modelos já existentes. Em muitos casos, como no Hyundai Ioniq ou no Kauai, por exemplo, a grelha dianteira foi apenas tapada com uma peça plástica com o mesmo formato da abertura.

E do lado dos automóveis elétricos, temos modelos como o primeiro Tesla Model S, por exemplo, em que era simulada uma grelha, através de uma peça oval pintada de negro e que contrastava com a restante cor da carroçaria. Ideia que foi abandonada numa das remodelações estéticas deste modelo e que se prolongou para o resto da gama, sendo reforçada ainda mais com a recém-apresentada versão Plaid do Model S, que inclui uma bomba de calor mais eficiente e até radiadores de maiores dimensões.

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Podemos ainda pensar em ideias como a da primeira geração do Nissan Leaf, concebido com a utilização exclusiva de eletricidade em vista. A tomada de carga do sistema elétrico estava instalada numa posição central dianteira, tendo sido dispensada a presença de uma grelha frontal. Havia apenas uma pequena abertura inferior destinada à refrigeração de outros componentes.

Na mais recente geração deste modelo e até no novo Ariya que chegará em breve ao mercado, notamos que a presença do desenho em V representa a nova filosofia de design da marca para a secção dianteira, mas também que deixa os seus novos modelos longe da ideia da frente totalmente fechada e apenas uma cor. E a tomada de carga passou para um ponto mais funcional e não tão ostensivo.

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Do lado de marcas como a Volkswagen ou a Mercedes-Benz, o arrojo mantém-se, com novas ideias e com modelos concebidos de raíz com esta finalidade, ainda que de uma forma ligeiramente mais conservadora, pois aqui, o objetivo passa por conquistar clientes que estão mais acostumados aos automóveis com motores de combustão.

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A BMW começou com uma nova família de modelos de desenho especifico e até com uma nova marca paralela, mas a sua identidade visual está a agora a aproximar-se novamente nos modelos mais tradicionais, vendo apenas os seus rins da grelha dianteira passarem para uma posição vertical e a aumentarem de tamanho, ao mesmo tempo que as óticas passam a ser mais esguias e discretas.

De todos estes exemplos podemos concluir que o mundo automóvel está a sofrer uma enorme mutação com a chegada desta nova era eletrificada, mas que tudo está a ser feito a ritmo mais moderado com o principal objetivo de assegurar uma transição faseada para a grande maioria dos consumidores, sejam eles os mais vanguardistas, mas também os mais conservadores.

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