Mercedes Classe S 400 d 4Matic: teste a um tratado de luxo com fibra

Ensaio à nova geração do topo de gama da Mercedes-Benz

O novo Mercedes Classe S é um tratado de luxo na combinação de conforto e tecnologia para quem nele é conduzido e para quem o conduz. A ordem destes sujeitos é indiferente, pois, como já se procurará partilhar, a nova geração do modelo topo de gama da Mercedes-Benz não distingue lugares na oferta dos seus atributos de base. A condução ficou para último nesta ordem para destacar que tudo o que este carro oferece é desfrutado com a fibra de um motor de eficiência invejável.

Ao volante do Mercedes Classe S 400 d 4matic que ensaiámos é quando se pode sentir aquilo tudo em pleno. Do topo de gama da Mercedes-Benz não se esperará outra coisa que não (muito) conforto e não somos desiludidos. Somos, ao invés, surpreendidos pela inovação tecnológica que caracteriza esta geração de um interior que quer acrescentar um design mais futurista à distinção que faz questão de manter.

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Grande e fácil de manobrar é possível de conjugar? Neste Classe S, sim. Os seus quase 5,2 metros de comprimento fazem-se notar em meio urbano se for preciso encontrar um espaço para estacionar na rua (ou mesmo a entrar num parque de estacionamento9 – a sua dimensão faz-se ignorar na sua condução, mas não desaparece quando se quer parar. Mas as deslocações urbanas não serão o destino último para rodar num modelo deste segmento: pedem-se-lhe viagens longas de muitos quilómetros...

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E também o motor Diesel de 3 litros de 6 cilindros não desilude. O Mercedes Classe S de entrada na gama logo com tração integral e com 330 cv de potência preparada para mostrar-se em regimes mais altos, tem uma resposta rápida digna de nota fruto dos 700 Nm de binário disponíveis logo a partir das 1.200 rpm demonstrando uma reaçãao notável condizente com os 5,4 segundos anunciados para os 0-100 km/h num carro que ultrapassa os 2.000 kg de peso.

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A transmissão de 9 velocidades 9G-Tronic da Mercedes é soberba, como que nos fazendo esquecer a relação em que estamos pela suavidade a escolher a mudança requerida na resposta às nossas intenções. O motor cumpre a sua função de forma silenciosa, com rugidos discretos quando solicitado, mas fazendo questão de não interferir com a tranquilidade de insonorização que se espera de um carro destes. A suspensão corresponde na mesma medida no tratamento físico dos ocupantes; num cuidado ainda reforçado com os adornos lombares dos bancos em curva.

O Mercedes Classe S 400 d 4Matic tem um preço inicial de 135.500 euros, mas a versão que testámos foi enriquecida com várias opções extra que a colocam a 6 euros dos 173 mil permitindo-nos desfrutar de uma série daquele luxo que desde logo nomeámos à cabeça, complementando uma base de materiais de destacável qualidade com o reforço da secção traseira do habitáculo nos bancos, na climatização ou nos seus respetivos controlos.

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Ante de lá chegar, a passagem pelo cockpit merece a devida atenção à segunda geração do sistema MBUX com um ecrã de 12,8’’ que se eleva de forma imponente pela consola acima, com uma miríade de funções correspondente a todas as mordomias que um novo Classe S oferece, como o leque variado de massagens ou a decoração ambiente conforme o estado de espírito.

Na condução em concreto, o head-up display de realidade aumentada, com projeções na estrada, a navegação 3D no painel de instrumentos ou o excelente volante de três braços já conhecido, com os dois horizontais duplos reunindo uma série de controlos essenciais à distância tátil, são instrumentos de elevação do prazer e da segurança – em que os assistentes de travagem, de manutenção na faixa ou de atenção do condutor estão em permanente alerta.

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O Dynamic Select tem os programas de condução definidos Eco, Comfort, Sport e Sport+ (só este não admite o sistema Start/Stop) e tanto conseguimos cumprir as médias de catálogo entre os 5,8-5,1 l/100 km fora das localidades – da estrada à autoestrada – como ‘conseguimos’ exceder os 8,8-8,6 l/100 km em circuito urbano para valores na ordem dos 9,5-9,3 l/100 km – e outras vezes até significativamente mais quando bastante condicionados pelo trânsito...

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Seja num pára-arranca inoportuno seja em viagens longas mais habituais, este novo Mercedes Classe S convida a ser transportado em vez de conduzir. Desde logo, esta limousine que faz a despedida da estrela de três pontas no extremo do capô, com design sóbrio mais preocupado com a elegância do que com o arrojo, de puxadores embutidos e fecho de portas suave, é um carro que nos faz querer ir para os bancos de trás e ser conduzido no mesmo conforto que estamos a ter à frente.

Porque isso é possível; desde a sua essência à complementaridades dos extras opcionais que já referimos elevarem os preços. Este carro com mais de 3,1 metros de distância entre eixos oferece um espaço atrás que é enriquecido com bancos do mesmo calibre e com as mesmas comodidades dos dianteiros (que podem ser afastados a partir de trás para esticar as pernas) ou da tecnologia com o tablet amovível para regulação de funções de conforto e infonetretenimento. No fundo, porque, sem ter a preocupação da condução – num veículo que, coincidentemente, até já está pensado para condução autónoma de nível 3 – é igual.

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