Mercedes E 300 de Station: híbrido plug-in que pede primeiro para dar depois

Carrinha do segmento executivo 'premium' oferece níveis de eficiência e de poupança assinaláveis

A carrinha Mercedes Classe E Diesel híbrida plug-in é um automóvel que tem muito para oferecer e, tendo todas as condições para tê-la no pleno das suas potencialidades, a escolha justifica-se, também, na plenitude – para desfrutar precisamente de tudo o que oferece.

Não está a ter-se apenas em conta o preço base da sua aquisição – é uma condição de princípio da qual já se parte. Mas ter capacidade financeira para comprar não significa (logo) ter tudo o que pode ter-se com este híbrido que aponta a 50 km de autonomia elétrica.

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A capacidade para mantê-lo com os argumentos elétricos ativos é essencial para usufruir de muita poupança que se conseguirá fazer desfrutando de tudo o que oferece uma carrinha de segmento executivo ‘premium’ – ou seja, ter capacidade para manter bem poupado um veículo luxuoso que não será acessível a uma grande percentagem de bolsos portugueses.

O Mercedes Classe E 300 de Station oferece todo o espaço (quase), conforto e luxo a que se está habituado na gama e oferece também a propulsão híbrida que pode conduzir a uma utilização diária com níveis de consumos e de emissões muito desejáveis – com todos os benefícios sentidos no ambiente e na carteira.

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A combinação do motor Diesel de 2,0 litros de 4 cilindros de 194 cv com o motor elétrico de 90 kW proporciona uma potência conjunta de 306 cv e um binário máximo de 700 Nm dando argumentos de desempenho meritório a um carro de duas toneladas que recebe mais uma centena e pouco de quilos com a bateria de 13,5 kWh.

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Esta carrinha de 2.145 kg de peso com 4.945 mm de comprimento, 1.872 mm de largura, 1.476 mm de altura e com uma distância entre eixos de 2.939 mm anuncia uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 6 segundos – prestação digna de registo para uma dimensão que acolhe espaço interior e oferece conforto duradouro para as viagens de muitos quilómetros que a sua natureza suscita.

Mas será no uso diário mais curto que se queira fazer desta carrinha que novas vantagens podem ser colhidas do seu caráter hibrido – mesmo que de uma forma menos complexa (e completa) do que já vimos em outros modelos Mercedes – para ir ‘além’ de registos interessantes que já oferece com o seu 2,0 litros Diesel a ‘puxar’ o mínimo das tais 2,1 toneladas.

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Já lá iremos, entretanto, à elevação eletrificada do Classe E 300 de Station; vamos ainda, por enquanto, incidir no que nos pedirá de gasóleo em diferentes registos se já tivermos gasto a carga elétrica. Desde logo, os consumos em autoestrada não assustam os bolsos e alternámos entre médias de 5,6 ou de 6,2 L/100 km consoante, respetivamente, rodámos em Comfort ou Sport.

Estes dois programas de condução reservam também especificidades para cada um, que diferem entre uma circulação em roda livre no mais poupado e a possibilidade de carregar a bateria por via do motor de combustão no mais desportivo – gastando também, assim, ainda mais quanto maior for o carregamento.

As distâncias entre Comfort e Sport já foram bem mais sentidas em estrada, com localidades pelo meio, obrigados a velocidades obviamente mais baixas do que na autoestrada e a mais alternância também entre os pedais: os 4,2 L/100 km e os 7,3 L/100 assinalam diferenças e o único ganho com o Sport foi mesmo carregar a bateria (no mesmo percurso não se ganhou tempo, por exemplo).

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Passando para o pleno das suas potencialidades, o Mercedes Classe E 300 de Station assegura-nos uma autonomia total para lá dos 900 km e se uma condução poupada não nos leva a duvidar desse patamar mesmo sem o tendo feito, já as autonomias elétricas ‘asseguradas’ por arranque foram sempre inatingíveis...

Não obstante isso, com depósito e bateria carregados, o programa Comfort que é o escolhido por defeito deixa-nos a fazer consumos na ordem dos 1,7 L/100 km e dos 12 kWh/100 km saindo do ambiente urbano para o suburbano rodando em ICs. É uma questão de ter bateria para a distância necessária…

O mesmo princípio se aplica dentro da cidade e dos quilómetros que precisamos de fazer diariamente com este carro. Em ambiente exclusivamente urbano, conseguimos chegar a médias de 3,5 L/100 km e 12,5 kWh7100 km. Assim se volta à questão inicial: tendo possibilidade de municiar a bateria do E 300 de Station sempre com a carga necessária para o que se precisa, a eficiência do investimento será plenamente visível.

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Este híbrido plug-in tem tempos de carregamento desde as cinco horas numa tomada doméstica simples (2,3 kW) ou de duas horas com potência de 7,4 kW. E quem conseguir fazer o carregamento preciso entre cada utilização híbrida necessária vai poupar bastante – no Comfort, em que consegue aqueles registos, não regenerará energia que se veja.

A condução em modo exclusivamente elétrico já não é tão poupada e num veículo deste porte andámos entre os 21 kWh/100 km e os 24 kWh/100 km em plena cidade de Lisboa dependendo da dimensão das ruas e do respetivo trânsito que as condicionava – numa mesma proporção de perda (mais ou menos abrupta) de autonomia disponível em relação à indicada no arranque.

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E já se sabe: também aqui, em plena cidade, se pode recorrer ao programa Sport para carregar o carro em andamento. Mas conte-se com consumos não inferiores a 14 L/100 km para conseguir alguma carga que se queira reservar para altura posterior em modo híbrido ou elétrico - em Comfort fizemos 7 L/100 km sem carga e sem carregar.

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É como já se disse, também: além dos 72.550 euros que é preciso ter para comprar a versão base do Mercedes Classe E 300 de Station, ter também a possibilidade de carregá-lo a preceito (seja em casa, em garagem própria ou posto de carregamento próximo, seja no trabalho) será essencial para poder desfrutar desta eficiência energética que esta carrinha oferece.

A dinâmica altamente estável da condução – na qual é referência obrigatória a exemplar transmissão 9G-Tronic da Mercedes – une-se ao espaço interior em que o conforto para os ocupantes fazem jus a um modelo executivo ‘premium’, sem queixas se não em alguns espaços de arrumação – como o porta-luvas. Na bagageira, não espantou a bateria a impor o degrau que condiciona objetos longos pelo meio dos 480 litros mínimos – mas também já se conta que a solução do novo Classe C (sem desnível ou perda de volume) passe agora a ser a regra...

O Mercedes Classe E 300 de Station ensaiado tem o reforço de alguns pacotes de extras que o encarecem para um preço de 84.050 euros, com opções como vidros escurecidos, interiores AMG ou discos de travões dianteiros maiores. Metade do valor dos extras está com o ‘pack premium plus’ que, para lá do teto de abrir panorâmico ou do sistema de som Burmester, reforça o MBUX com um ecrã central de 12,3’’ e realidade aumentada na navegação.

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Equipada com Firestone Eagle 245/45 R 18 à frente e 275/40 R 18 atrás, esta carrinha tem características como os faróis ‘Multi-beam LED’ que já são uma imagem (muito favorável) da marca e ajudas à condução muito precisas como o aviso de ângulo morto incluindo a abertura das portas ou o assistente ativo de travagem, por exemplo. O novo volante sem qualquer botão físico e com controlos apenas táteis em dois braços duplos ficou perfeitamente aprovado.

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