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Testámos o Renault Zoe Z.E. 50 R135: um citadino que dá para tudo

Ensaio à nova geração do 100% elétrico da Renault

Ao volante do Renault Zoe da nova geração lançado no final do ano que passou sentimos que este citadino elétrico corresponde a tudo aquilo para que foi criado. É um carro pequeno de fácil utilização em meio urbano cheio de espaço interior para a sua dimensão, sem emissões poluentes pronto a circular em todos os locais e com uma mecânica entusiasmante.

Tendo começado um pouco pelo fim em termos de apreciações, o novo Zoe dá para fazer tudo aquilo a que se propõe e de que precisamos quando se decide ter um veículo 100% elétrico de fácil estacionamento para rodar dentro de localidades e entre elas – não importa a regularidade das duas variáveis – que anda bem e tem muita carga.

Testámos o Renault Zoe Z.E. 50 R135 Exclusive reforçando com o equipamento de nível mais alto o conforto já bem satisfatório de base – para quem quiser uma versão mais poupada no preço. Com 135 cv de potência e 385 km de autonomia, espaço quanto baste para passageiros e carga, o Zoe foi mostrando por que tem sido um caso de sucesso para a Renault.

Estamos a falar da versão mais potente (e também mais cara). Mas foi esta que testámos e é a estes atributos que fazemos referência. O novo motor de 100 kW (135 cv) com um binário de 245 Nm chega para tudo o que se possa querer deste carro. A resposta é impecável na condução mais intermitente do meio tipicamente urbano, mas também quando se sai dele e as ultrapassagens em estrada interrompem uma maior constância do andamento.

Aliada a esta capacidade está um poder de travagem que em nada perde na correspondência dando uma segurança à condução que é exemplar e da qual também faz parte o excelente comportamento em curva – sendo um carro que corresponde sem reparos ao potencial que oferece.

Em autoestrada, não se pense que se poderá extravasar o entusiasmo, pois, desde logo, a velocidade máxima está limitada aos 140 km/h. Mas, em autoestrada, é também a autonomia dos 300 e muitos quilómetros – as jantes de 16’’ polegadas afastam-no mais dos 400 km – que ganha mais significado. O novo Zoe anda muito – desta feita – antes de pedir carregamento. E, se estiver a rodar no modo Eco, ele (muito) pouco o deixa passar dos 100 km/h, pois o objetivo será poupar...

Discriminando as poupanças, começando pelos trajetos urbanos, em rodagem citadina durante o dia, quando há mais trânsito, o Zoe consegue médias de 12,6 kWh (com ar condicionado desligado). No mesmo modo Eco, mas rodando à noite, com uma circulação mais ligeira em que a média da velocidade também aumenta, o consumo pode subir aos 14,6 kWh.

Além de se rodar no modo mais económico Eco para ir poupando a grande margem de energia capacitada pela nova bateria de 52 kWh, a poupança pode ser reforçada mudando a alavanca da nova caixa eletrónica (de grande suavidade e sem botão seletor) do modo de condução D para um novo modo B em que a travagem regenerativa maximiza a sua função de redução de velocidade e carregamento da bateria assim que se alivia o acelerador – disponível, sensivelmente, a partir dos 30% de energia gastos.

Indo para a estrada (mantendo o A/C ‘off’), médias de velocidade entre os 55 e os 60 km/h deram-nos consumos de 11,8 e 13,2 kWh respetivamente nos programas Eco e Normal (sendo este a referência por defeito do Zoe).

Em autoestrada, no programa de condução Eco, as diferenças não são muito grandes e o tráfego existente será bem significativo, pois até fizemos médias iguais à anterior subindo para os 13,5 kWh com menos trânsito – lembrando que o Zoe ‘estaciona’ nos 100 km/h. No programa Normal, rodámos em médias que foram dos 17,8 aos 18,8 kWh conforme pudemos andar menos ou mais perto dos 120 km/h – e, já sabe, com o AC/ ‘on’, os consumos vão inevitavelmente subir...

A Renault reformulou em grande escala o interior do Zoe dando desde logo ao condutor um novo ecrã TFT de 10’’ no painel de instrumentos, mas, juntando à renovação o nível de equipamento mais alto, ganha-se também o ecrã tátil de 9,3’’ do sistema de infoentretenimento com um design ‘tablet’ – também presente nas gamas Clio ou Captur...

O conforto do novo Zoe é assinalável da frente para trás – nesta versão com bancos de pele sintética –, não ficando a dever a um utilitário no espaço na segunda fila de bancos. O espaço é perfeitamente confortável para dois ocupantes adultos dando-lhes margem para cabeça e joelhos (e como única preocupação o ajuste do encosto). A bagageira ‘engana’ a quem a ‘vê de fora’, pois, os 338 litros de capacidade (1.225 litros com os bancos rebatidos) fazem inveja a alguns utilitários.

À frente, a condução deste pequeno carro tão aliciante a arrancar com a deter a marcha alia o conforto à funcionalidade. A conjugação de vários materiais de toque e rigidez diferentes no interior está bem feita e sem elementos que interfiram no som que o sistema Bose desta versão oferece. Os comandos dessa e das outras funções, desde as ‘multimedia’ às da condução, estão muito bem enquadrados no novo Zoe com o bem concebido volante a centralizar a maior imediatez requerida pelo condutor.

O novo 100% elétrico da Renault vem nesta versão com uma série de equipamento em que nos assistentes à condução ativos não faltam desde o alerta de ângulo morto, o reconhecimento de sinais, ou o assistente de manutenção na faixa, ou, na assistência passiva, que vão da inteligência do sistema multimédia Renault Easy Link indicando a energia que se consome num percurso pretendido até à conetividade do Easy Connect para o smartphone.

O conforto no estar e no conduzir ficam ainda mais reforçados nesta versão com bancos e volante aquecidos, ou com a função ‘auto hold’, dispondo também de assistente de estacionamento ou do sistema de recirculação e purificação do ar, ou da iluminação interior também LED. O novo Zoe oferece ainda possibilidade de carregamento desde casa, com corrente alternada, até ao carregamento com corrente contínua até 50 kW de potência – mais uma novidade.

O Renault Zoe Z.E. 50 R135 Exclusive testado tem um preço de 35.790 euros. A gama Zoe começa nos 31.990 euros com a compra da bateria havendo opção de alugar a bateria com o preço de compra do citadino a ficar nos 23.690 euros.

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