Já testámos o Mercedes EQA e, além de tudo o mais, é superdivertido

SUV elétrico mais pequeno da Mercedes chegou agora ao mercado nacional

O novo Mercedes EQA chegou ao mercado português estreando-se numa versão única de introdução pela marca alemã do seu mais pequeno SUV 100% elétrico. O Mercedes EQA 250 propôs-nos uma condução com apetite para controlar as características urbanas, mas que se adaptou de modo igualmente fácil a trajetos mais para fora das localidades e que se esticou (e também bem) para deslocações mais longas.

E, com este SUV compacto que combina agilidade e conforto, que é bem concebido estruturalmente, prazer e funcionalidade alternaram-se numa condução que se transforma facilmente em divertimento.

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Veja o Mercedes EQA ao detalhe na galeria de fotografias associada.

Podemos colocar como ponto de partida para o que já fomos dizendo a autonomia de 420 km que o EQA 250 anuncia. E foi com esta baliza que fomos circulando sem desvios significativos pelos vários ritmos impostos em relação ao valor anunciado pela marca.

O Mercedes EQA é um SUV compacto muito espaçoso no seu habitáculo (a bagageira oferece 340 litros de capacidade) quer à frente quer na segunda fila de bancos – e, ao falar destes, destaca-se nesta parte específica o seu conforto. O interior convidativo é marcado de forma agradável à vista por materiais sólidos em desfavor de elementos macios.

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A posição de condução, a puxar para o mais elevado, que nos é proposta pelo caráter crossover é facilmente ajustável de forma irrepreensível na união entre conforto e funcionalidade que é envolta por uma excelente visibilidade, quer entre o pilar A, quer para trás incluindo pelos retrovisores.

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O Mercedes EQA 250 oferece-nos três programas de condução: Eco; Comfort (o escolhido por defeito); e Sport. Mas não é só isto, não é apenas o Dynamic Select da Mercedes dividido por três níveis. O SUV compacto elétrico tem patilhas no volante que multiplicam (para um D + na da direita) e desmultiplicam (para D - e D - - na da esquerda) os programas de condução numa variedade (para além do D) tão útil como superdivertida de desfrutar.

Como exemplo, podemos ir desde o Eco – que limita desde logo (fazendo esse ‘anúncio’) a potência do carro – com a regeneração energética mais intensa em D - - e com o SUV compacto praticamente a imobilizar-se sozinho na redução dos andamentos, até ao D + em Sport, com o EQA 250 como que a querer rodar sem ser preciso pressionar o acelerador (e a termos de ir ao travão tal é a ‘sede’) – e, como já dissemos, com uma série de níveis pelo meio...

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Obviamente silencioso e sem afetações pelo rolamento, o Mercedes EQA tem uma estabilidade recomendável sentindo-se bem os benefícios do centro de gravidade baixo deste veículo com duas toneladas de peso. Os diferentes programas são, como se descreveu, condicionadores da potência, bem como de configurações específicas do volante (numa direção sem reparos), ou do ESP.

Mas esta condução elétrica está também preparada para que o ‘controlo’ que o programa Eco impõe ao acelerador no pisar deste seja ultrapassado para uma resposta mais potente (que se queira pontualmente): com um ‘kick’ no pedal, o EQA ‘percebe’ as nossas intenções e ‘dispara’ no seu estado de ‘binário imediato’...

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Daqui até aos limites máximos que o programa Sport nos proporciona, o Mercedes EQA 250 com um motor elétrico à frente oferece 140 kW de potência (190 cv) e 375 Nm de binário – de catálogo, o EQA faz 8.9 segundos nos 0-100 km/h e atinge 160 km/h de velocidade máxima.

O SUV elétrico mais pequeno da Mercedes tem uma bateria de 65 kW que pode ser carregada em menos de seis horas numa fonte de 11 kW com corrente alternada ou que precisa de apenas meia hora para carregar 80% em corrente contínua com potência até 100 kW. A marca alemã anuncia um consumo médio de 17,7 kWh/100 km e nós também fizemos médias que tanto se afastam bem para baixo deste valor, como o superam consoante a nossa pressão no acelerador.

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O Mercedes EQA 250 não se apresenta como o mais poupado dos elétricos do seu segmento B, mas, se já estamos à espera que a grande autonomia oferecida sustenha alguns consumos mais significativos quando o tráfego assim o condiciona, o circular livre de constrangimentos bem como a variedade de recursos à disposição proporcionam surpresas notoriamente agradáveis.

Entre bastantes medições que fizemos, no volátil ambiente urbano desde o fim de semana em que ‘não se vê um carro’ à pior hora de ponta semanal fomos dos 11 kWh/100 aos 21,6 kWh/100 km passando por dias com 13,6 ou 18,4 kWh/100 km ‘jogando’ apenas com a diversidade Eco. Noutro exemplo, juntando numa mesma ‘viagem’ os três programas de condução em modo D - - de maior regeneração, o teste feito em plena hora de ponta em Lisboa misturando vias largas e ruas estreitas resultou numa média de 16,9 kWh/100 km.

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Saindo para a estrada, a alternância entre os programas Comfort e Sport não afeta especialmente uma diferença de consumos entre ambos – fá-lo mais a intensidade de tráfego num ‘pára-arranca’ passando pelo interior de uma localidade, por exemplo. Ou seja, o EQA está pensado para ter estes vários modos de condução diferentes que tem, com os diferentes níveis de resposta do motor, mesmo que às vezes os consumos não sejam tão diferentes em situações que não diferem muito; como não o foram, com oscilações na ordem de 1 kWh em consumos a rondar os 17 kWh/100.

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Em autoestrada, o Sport ganha rendimento e impõe mais consumo, mas também aí, não muito mais do que o Comfort, pois a uma média de 23,4 kWh, o recurso à prestação máxima do motor eleva o gasto para níveis de 25,2 kW/h na tentativa de manter a velocidade regulamentar de 120 km/h. Mas se quisermos desfrutar do modo mais desportivo em pleno, numa estrada mais interior, com uma condução a procurar limites diferentes e mais alternados, o consumo vai inevitavelmente subir...

Este Mercedes EQA equipado com jantes de 18’’ proporcionou-nos uma condução muito fácil e confortável para um ambiente urbano para o qual estará talhado mais em pleno, com um interior clássico da marca (onde permanece ainda a almofada de controlo na consola), desde as turbinas de ventilação características aos pormenores em alumínio, numa fusão, neste modelo com um preço base de 53.750 euros, entre comandos físicos e digitais.

O veículo em teste trazia muito poucos extras permitindo dar o devido valor ao que o EQA já traz de série dispondo de dois ecrãs de 10,25’’ e do intuitivo e de acesso fácil sistema MBUX, ao qual se junta uma vasta gama de assistentes, em que o de estacionamento, Parktronic, é um dos destaques.

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Os assistentes ativos de (manutenção na) faixa de rodagem e de travagem, de ângulo morto, de atenção do condutor enriquecem o lote, que foi reforçado, entre mais algumas opções, com um pacote de extras Electric Art, no valor de 1.300 euros, dando a este Mercedes EQA 250 as barras de tejadilho em alumínio, o volante multifunções desportivo em pele ou as embaladeiras iluminadas e deixando-o com um valor final de 56.550 euros.

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