Exportação de componentes automóveis cai há quatro meses seguidos face a 2019

  • Redação Autoportal
  • 10 set, 11:42
Microchips (Jeremy Waterhouse / Pexels)
Microchips (Jeremy Waterhouse / Pexels)

Tendência é contrariada em relação a Espanha, o primeiro mercado das exportações portuguesas

As exportações portuguesas de componentes automóveis registaram uma queda de 10,8% em julho relativamente ao mesmo mês de 2019 fixando-se nos 701 milhões de euros mantendo uma tendência descendente há quatro meses seguidos face ao período homólogo do ano em que surgiu a pandemia.

Os dados revelados pela AFIA - Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel referem que, nos primeiros sete meses deste ano, as exportações apenas estiveram acima do nível verificado em 2019 durante os meses de fevereiro e março atingindo um acumulado até julho de 2021 de 5.538 milhões de euros: uma diminuição de -4,6% no que se refere ao mesmo período de 2019.

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De janeiro a julho de 2021 (face ao mesmo período de 2019) Espanha manteve-se como o país que recebeu mais exportações portuguesas com vendas de 1.609 milhões de euros (+2,7%); seguida da Alemanha, com 1.123 milhões de euros (-6,3%); e da França, com 666 milhões de euros (-22,7%). As exportações para o Reino Unido totalizaram 265 milhões de euros (-45,4%). No total, estes quatro países concentram 66% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

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A AFIA explicita que “estes valores menos positivos continuam a dever-se à falta de chips e componentes eletrónicos, que tem provocado graves problemas nas cadeias de abastecimento levando os construtores a interromperem temporariamente o trabalho”.AFIA

Esta situação global que não deixou Portugal de fora acontece em contexto da pandemia de covid-19 e da saída do Reino Unido da União Europeia com o Brexit, que tem levado as exportações para o Reino Unido a caírem 45,4%.

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A AFIA não deixa porém de referir que as exportações para Espanha (o principal cliente dos componentes automóveis fabricados em Portugal, com uma quota de 29%) estão acima do “nível pré-pandemia” com um aumento de 2,7% face ao período entre janeiro e julho de 2019.

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