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Setor automóvel responde à crise e na Renault haverá promoções

  • Redação Autoportal
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Líder da Renault portuguesa analisa queda no mercado e a resposta que vai ser dada curto prazo

O setor automóvel foi um dos grandes afetados pela crise económica que é consequência da emergência sanitária que se vive no presente em função da pandemia de covid-19. Depois do impacto negativo nas vendas, as marcas já trabalham na resposta a dar e as promoções serão uma das tendências do mercado a curto prazo.

Em altura de confinamento das pessoas, o mercado automóvel caiu a pique e, em Portugal, o mês de abril registou uma queda de 84,6% em relação ao mês homólogo de 2019 - segundo os dados da ACAP (Associação Automóvel de Portugal).

“Nesta fase de confinamento, comprar um carro dentro de uma crise sanitária não é prioridade”, afirma Fabrice Crevola, o administrador-delegado da Renault Portugal em entrevista à revista «Marketeer». A resposta económica já está em marcha, mas, primeiro, houve que lidar com a resposta sanitária a uma crise que “não é uma crise curta”.

“Em abril não houve mercado, ninguém, ou quase, estava à procura de um carro. Durante este período limitámos muito a comunicação, no que respeita à conquista [de clientes]. No futuro é diferente, já estamos a preparar o rearranque e, com certeza, com comunicação”, assume Crevola.

Com muita oferta de veículos e pouca procura, a hipótese de fazer ‘saldos’ não é excluída: ”É um fenómeno que vamos ver no rearranque.” É preciso gerir “uma vontade forte de comunicar, para promover o rearranque muito rápido”, com as “limitações financeiras, porque com a crise também se tem de reduzir os gastos”. Há um “paradoxo” para gerir e uma tendência no horizonte: “Com um stock disponível muito importante, com certeza que vamos ver uma tendência para as promoções."

Ver carros novos a circular em breve “é o objetivo” e “a forma de comunicar as ofertas também vai evoluir”. “Os portugueses vão ter um poder de compra, se calhar, mais baixo, e vamos dar mais importância aos produtos financeiros, aos produtos com rendas baixas e, também neste âmbito, vamos ter uma mudança: passar mais da posse do carro para a utilização do carro, com uma renda, com todos os serviços incluídos”, considera o líder da Renault em Portugal.

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