OE 2021: ARAN “indignada” com a limitação de incentivos fiscais aos veículos híbridos

  • Redação Autoportal
  • 25 nov 2020, 17:30
Novos modelos híbridos da Peugeot
Novos modelos híbridos da Peugeot

Associação Nacional do Ramo Automóvel acusa o Governo de "destruir" o setor

A Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN) manifestou-se esta quarta-feira “indignada” com a limitação dos incentivos fiscais aos veículos híbridos e híbridos 'plug-in', acusando o Governo de “destruir o setor” para viabilizar o Orçamento do Estado para 2021 (OE 2021).

“Este é um orçamento mau para o setor, que ficou péssimo para garantir a sua aprovação. Esta é uma medida que parece preferir um parque automóvel antigo e mais poluente. O Governo está a destruir um setor para garantir votos de apoio no Orçamento do Estado”, afirmou o presidente da ARAN, Rodrigo Ferreira da Silva, em declarações à agência «Lusa».

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Apelando “ao retrocesso desta proposta”, a associação avisa que, “alinhada com a redução de impostos aos veículos usados importados, acentuará as dificuldades económicas do setor, assim como o envelhecimento do parque automóvel, já com a idade média de 12,7 anos, a mais alta de sempre”, acrescentou Rodrigo Ferreira da Silva.

Recorde-se que o parlamento aprovou na terça-feira uma limitação dos incentivos fiscais à compra de veículos híbridos e híbridos 'plug-in', na sequência de uma proposta do PAN, segundo a qual se pretendem corrigir "distorções relativas aos motores híbridos" para o cálculo do ISV (Imposto Sobre Veículos), do IRC e do IVA, com a "introdução de critérios na lei que restrinjam os apoios a híbridos e híbridos 'plug-in'".

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Contestando a aprovação do que considera ser uma “proposta fundamentalista”, a ARAN alerta para o “forte impacto negativo que vai ter no setor automóvel”, considerando que “corta um dos poucos apoios ao setor automóvel” constantes do OE 2021.

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“Este é um retrocesso nas metas ambientais estabelecidas pelo Governo. A aprovação desta proposta representa vários passos atrás na estratégica do Governo, com um impacto muito negativo no setor automóvel”, reitera o presidente da associação.

Segundo revelou à «Lusa» Rodrigo Ferreira da Silva, “os veículos híbridos representam 50% das vendas de algumas marcas, que investiram muito no desenvolvimento destes produtos”, estando “neste momento milhares veículos encomendados que as empresas terão muitas dificuldades em vender”.

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