Fiat City Taxi é um dos destaques nos 50 anos do Museu de Turim

  • Redação Autoportal
  • 6 jul, 09:42

O MAUTO - Museu Nacional do Automóvel de Turim está a celebrar o seu primeiro cinquentenário, com a presença de modelos muito especiais

Se viajarmos para trás no tempo cerca de 50 anos e visitarmos a cidade de Turim, vamos dar de caras com um dos melhores momentos de sempre na história do automóvel. As marcas italianas e em especial a FIAT estavam a construir a sua história e estavam a nascer modelos que iam escrever essa mesma história.

Foi precisamente nesta altura que foi inaugurado o MAUTO, o Museo nazionale dell’Automobile di Torino. E para assinalar o momento do seu primeiro cinquentenário, está instalada uma exposição com o nome “Che macchina!”, focada principalmente no Fiat 127 e o seu designer, Pio Manzoni, ou Manzù.

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Neste evento estão presentes seis versões deste modelo, que viu serem produzidas mais de cinco milhões de unidades. Dois da primeira série, mas também um Rustica, um Sport, o Top e um Panorama. Além disso, os visitantes ainda poderão encontrar diversos esboços, maquetes, protótipos e projetos produzidos por Pio Manzú.

Entre eles, no entanto, destacamos a presença de um protótipo desenvolvido a partir do Fiat 850. Foi batizado como City Taxi e estava pensado para o transporte público urbano. Não chegou à fase de produção, mas foi o responsável pelo registo de 15 novas patentes, sendo que estas soluções acabariam por chegar a diversos dos modelos da marca.

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O Fiat 850 City Taxi foi apresentado no Salão de Turim em 1968, tendo sido pensado de raíz para ser usado como Táxi. A mecânica era a mesma do Fiat 850, mas contava com uma caixa de quatro velocidades focada numa utilização urbana mais intensa. Neste sistema “Idromatic” era dispensado o pedal da embraiagem graças à presença de um conversor de binário em torno da embraiagem hidráulica.

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A bordo, o espaço disponível pouco ou nada tinha a ver com as dimensões compactas da carroçaria, uma vez que era bastante amplo e tinha em vista a entrada e saída simplificada dos passageiros. Além disso, a assimetria da carroçaria fazia com que do lado esquerdo houvesse apenas uma porta para o condutor, enquanto do lado direito estava presente uma enorme porta deslizante de comando elétrico.

O enorme para-brisas obrigou à criação de um sistema de limpeza específico, tipo pantógrafo e até a cor escolhida para a carroçaria foi propositada para que este modelo pudesse ser identificado mais facilmente.

O Fiat City Taxi tinha uma distância entre eixos reduzida, ainda que estes continuassem nos extremos da carroçaria que era muito curta e com apenas dois volumes. Mas a altura era bem mais elevada, para que as janelas deixassem apreciar o cenário urbano da melhor forma.

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Ainda no habitáculo, havia espaço para três pessoas no assento posterior, mas caso fosse necessário havia a possibilidade de instalar um quatro assento rebatível ao lado do condutor. Caso contrário, este espaço podia ser usado para transportar bagagens, com formas especificas de fixação das mesmas.

Na frente, o tablier era revestido de material deformável, no qual estava integrada a instrumentação e o taxímetro, mas também um monitor de televisão no centro da consola central e um sistema de comunicações de radiotelefone, com um microfone integrado na pala do sol, além de suportes para cartões e outros detalhes que ainda encontramos nos modelos atuais.

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