Detroit continua a preferir produzir pick-ups e SUV

  • Redação Autoportal
  • 26 ago, 09:33
Nova Ford F-150
Nova Ford F-150

Apesar das metas impostas para 2030 pela atual administração, os construtores americanos afirmam que vão continuar a produzir pick-ups e SUV

A atual administração de Joe Biden está a trabalhar para que metade do mercado automóvel americano seja movido exclusivamente a eletricidade até ao ano 2030, mas os principais construtores de automóveis afirmam que ainda preferem continuar a produzir pick-ups e SUV, uma vez que estes ainda têm muitos anos para durar.

Veja aqui os planos de Joe Biden

 

Segundos os principais fabricantes de automóveis da América do Norte, a tendência de mercado ainda continua a estar focada nas pick-ups e nos SUV e não nos automóveis elétricos, pelo menos, até ao final desta década.

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A popularidade das pick-ups produzidas em Detroit continuam a ser um enorme desafio para a indústria, mas também para os legisladores e reguladores que continuam a desenvolver esforços para reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros gases de escape.

Por outro lado, é justamente a procura incansável por este género de produtos que vai acabar por financiar as novas fábricas de automóveis elétricos e baterias que tanto a General Motors, como a Ford e a Stellantis preveem construir em breve, o que se traduz num investimento global em torno dos 100 mil milhões de dólares.

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Ainda assim, para que os consumidores prefiram uma solução eletrificada, estimulando a sua produção, é necessário que não só os produtos continuem a evoluir bastante, como tem acontecido até agora, com autonomias cada vez maiores e uma utilização cada vez simples, mas também que toda a infraestrutura de carregamento seja cada vez mais abrangente e de utilização simplificada. Só assim a tendência de mercado mudará rumo às metas desejadas até 2030.

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Do lado dos construtores, a Ford está a prever que os automóveis totalmente elétricos ocuparão cerca de 40 por cento da sua produção até 2030. A General Motors afirma que a sua aspiração é a de eliminar as emissões de gases de escape até ao ano 2035, sendo que em 2030 já poderá andar entre os 40 e o 50 por cento do seu volume global de vendas. A Stellantis referiu apenas que não comenta a especulação sobre futuros produtos.

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