Provámos a evolução Mazda3 a gasolina com o equipamento topo de gama

  • Pedro Calhau
O Mazda3 HB 2.0 Skyactiv-G 122 cv Excellence
Mazda3 HB 2.0 Skyactiv-G 122 cv Excellence com caixa manual em ensaio

A Mazda propôs-se entrar numa nova era e inicia esse caminho com o novo Mazda3, modelo amplamente renovado apresentando-se nas configurações hatchback (HB) e sedan. Provámos essa evolução com o motor a gasolina, caixa manual, e o equipamento topo de gama – Excellence – na versão mais curta do modelo: o Mazda3 HB 2.0 Skyactiv-G de 122 cv.

Já sabíamos ao que íamos sob a filosofia Jinba-ittai da marca, de confluência entre máquina e condutor, traduzida pela linguagem de design Kodo, em que ‘o menos é mais’ na libertação do supérfluo, nesta nova geração de viaturas centradas no ser humano pelo conceito «Skyactiv-Vehicle-Architecture».

Passando da teoria à prática, o novo design mais desportivo do Mazda3 tem características muito apelativas numa secção dianteira mais próxima do chão, expondo mais os pneus, com faróis (LED adaptativos) ‘rasgados’, e ganhando muita visibilidade a partir de dentro com a pronunciada diagonal dos pilares A.

Esse caráter mais desportivo corre ao longo do hatchback até ao novo conceito para os pilares C na formação de um ‘corpo único traseiro sem linhas’ – mas, atrás, os custos do design para a visibilidade sentem-se.

É-nos pedida alguma ginástica para entrar (e sair), mas quando nos sentamos no carro, numa altura em teoria baixa, a sensação é completamente diferente ao estarmos numa posição para condução excelente – lá está, é o Jinba-ittai. A simplificação de todos os lugares por oposição ao do condutor deixam-lhe os elementos dispostos horizontalmente em simetria com a sua ação.

O Mazda3 HB 2.0 Skyactiv-G Excellence é generoso na qualidade dos materiais interiores fundindo elegância e caráter desportivo com expoente nos bancos em pele de bons apoios para a condução – com ajuste elétrico apenas para o condutor (e duas posições programáveis). O espaço atrás já não é assim tão generoso e a mala do hatchback acaba por ficar nos 358 L.

O painel de instrumentos com ecrã TFT de 7’’ é complementado pelo sempre bem-vindo ‘head-up display’. O ecrã central de 8,8’’ inclui um muito útil manual de instruções com explicações animadas. Os comandos do infoentretenimento, na consola central, são de fácil adaptação.

Por entre as ‘mordomias’ desta versão experimentada – às quais já se voltará mais à frente – o motor Skyactiv-G com tecnologia semi-híbrida é um ponto central desta nova geração Mazda.

O motor a gasolina 2,0 litros debita 122 cv de potência às 6.000 rpm e tem um binário máximo de 312 Nm às 4.000 rpm, sendo assistido pelo novo sistema Mazda M Hybrid. Alternando automaticamente entre os dois e os quatro cilindros consoante a carga do motor, reduz a cilindrada sempre que possível para poupança de combustível sem se notar alterações na condução.

O sistema semi-híbrido de 24 V que utiliza a nova tecnologia de propulsão elétrica da Mazda com um motor elétrico a assistir o motor térmico tanto minimiza o uso de combustível quando se arranca, substituindo o binário do motor térmico pelo do elétrico, como recupera energia quando se abranda – havendo maior disponibilidade do binário a toda a gama das rotações.

A resposta rápida foi positivamente sentida neste modelo com uma suave caixa manual de seis velocidades Skyactiv-MT. Com condução fácil, o comportamento em curva aprimorado pela evolução do G-Vectoring Control para a forma Plus (aplicação de força de travagem nas rodas do lado de fora), o Mazda3 HB 2.0 Skyactiv-G correspondeu aos consumos médios entre os 6,0 e 6,7 l/100 km indicados pela marca – as emissões de CO2 são apontadas entre os 136 e os 152 g/km.

Dotado do sistema de segurança i-Activsense (com exceção na versão mais barata de todas), este novo Maxda3 introduz entre a vasta gama de assistentes já disponíveis novidades como o sistema de monitorização do condutor, o alerta de obstáculos (muito competente na sua função) e apoio à circulação em trânsito para maior conforto em situações de ‘para-arranca’.

Os assistentes de segurança ativa e passiva na condução são muitos – como já se disse – e merecem também destaque a eficiência do aviso de saída de faixa e do alerta para a atenção do condutor – já a leitura da sinalização na estrada não dispõe da mesma eficácia acumulando algumas vezes infirmação em excesso.

O novo Mazda3 arranca nos 26.408,59 euros em termos de preços (equipamento Evolve, mas sem o i-Activsense) partindo da versão a gasolina com caixa manual gasolina e o equipamento mais baixo seguindo-se em valor ascendente os modelos com caixa automática e as duas versões para os motores diesel.

O Mazda3 HB 2.0 Skyactiv-G que provámos – com cor exclusiva para o hatchback o ‘Polymetal Gray’, que mistura a aparência do metal com a do plástico com a tonalidade a mudar consoante a luz – com o nível de equipamento topo de gama Excellence já vem com jantes de 18’’ (estas em preto metalizado) e sobe o nível ‘audio’ com um sistema de som Bose com 12 altifalantes. O preço é de 32.156,54 euros.

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